• Início
  • Notícias
  • INEGI cria trem de aterragem retráctil em compósitos para drone da Tekever
Notícias

INEGI cria trem de aterragem retráctil em compósitos para drone da Tekever

364


O INEGI, segundo aponta no seu site, está a desenvolver um trem de aterragem retráctil em materiais compósitos para veículos aéreos não tripulados. Este trem será cerca de 10% mais leve face ao que existe no mercado e usado num novo drone da Tekever, totalmente projectado em Portugal para missões de elevada exigência técnica e operacional, tanto em contexto civil como de defesa.

Entre as aplicações previstas deste drone estão a vigilância marítima e terrestre, operações de busca e salvamento, acções de protecção ambiental e a inspecção de infraestruturas críticas.

Embora Portugal já conte com empresas e veículos aéreos não tripulados, este novo drone – denominado ARX – vai distinguir-se por ser significativamente maior e mais complexo face ao que existe actualmente no mercado nacional. Terá uma autonomia até 24 horas e um peso máximo à descolagem de 600 kg.

Todo este trabalho está a ser desenvolvido no âmbito da agenda Aero.Next, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência para alavancar o sector aeronáutico em Portugal. A contribuição do INEGI centra-se no desenvolvimento de um trem de aterragem retráctil em materiais compósitos.

Esta solução irá combinar materiais compósitos e metodologias de design generativo, resultando numa redução significativa de massa – um factor crítico em plataformas aéreas não tripuladas de grande autonomia.

“Este trem de aterragem retráctil tem uma configuração pouco comum em veículos aéreos não tripulados e traz claras vantagens em termos de desempenho, redução de peso, eficiência aerodinâmica, durabilidade estrutural e confiabilidade operacional”, explica Gil Leite, responsável pelo projecto no INEGI.

A agenda Aero.Next – uma das 23 agendas nas quais o INEGI está envolvido – tem como objetivo a criação de know-how tecnológico e capacidade de produção integrada em território nacional, com forte aposta na inovação, digitalização e fabrico avançado, contribuindo para a consolidação da cadeia de valor aeronáutica portuguesa.

Notícias relacionadas