Projecto prevê a criação de uma unidade móvel equipada com drones, câmaras térmicas e sistemas de georreferenciação para reforçar a vigilância florestal, incluindo no período nocturno.
A Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes (CIM-TTM) vai criar um Módulo Móvel de Vigilância e Detecção Florestal (MMVDF), num projecto financiado em 435,9 mil euros pelo Portugal 2030. A operação, com conclusão prevista para Outubro de 2027, pretende reforçar o sistema de vigilância florestal existente e aumentar a capacidade de prevenção e detecção rápida de incêndios rurais.
O módulo foi concebido para funcionar como uma estrutura móvel, podendo ser deslocado para zonas consideradas de maior risco ou para áreas onde existam limitações à vigilância convencional. A utilização de UAV, câmaras térmicas, gravação contínua de imagens e sistemas de georreferenciação permitirá acompanhar o território de forma mais flexível, incluindo durante o período nocturno.
De acordo com a ficha do projecto, a mobilidade assume particular importância numa região marcada por zonas montanhosas, áreas florestais e terrenos de difícil acesso, onde podem existir zonas sem cobertura adequada de vigilância. O MMVDF poderá ser posicionado junto de locais considerados estratégicos e ajustar a vigilância em função da evolução do risco.
Além da detecção de incêndios, o módulo deverá funcionar como uma estrutura de comando, monitorização e coordenação em tempo real, permitindo acompanhar a evolução das ocorrências e facilitar a comunicação entre os diferentes agentes de protecção civil. Os dados recolhidos poderão ainda ser integrados em sistemas de apoio à decisão operacional da ANEPC.
O projecto prevê também a utilização do módulo em operações de prevenção, nomeadamente na análise de risco e no reforço da vigilância durante períodos de maior vulnerabilidade. Em situação de incêndio, a capacidade de obter informação em tempo real deverá permitir apoiar a distribuição dos meios disponíveis e ajustar a resposta à evolução da ocorrência.
A CIM-TTM aponta ainda como objectivos a redução da exposição das populações e dos operacionais ao risco, uma utilização mais eficiente dos recursos e uma maior articulação entre os municípios e as entidades envolvidas na prevenção e combate aos incêndios rurais.









