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CyberS3c aprovada no programa de verificação de cibersegurança da Anthropic

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A CyberS3c, empresa portuguesa de cibersegurança sediada em Loures, foi aprovada no Cyber Verification Program, da Anthropic, um programa que permite a organizações de cibersegurança verificadas aceder a capacidades avançadas dos modelos da empresa, incluindo modelos de fronteira como o Claude Mythos, para determinadas actividades de investigação e defesa.

Segundo a CyberS3c, a empresa é uma das primeiras organizações portuguesas a obter esta aprovação, anunciada a 7 de Outubro de 2026. O processo de verificação abrangeu a organização, a equipa e os casos de uso previstos.

O programa da Anthropic destina-se a distinguir actividades legítimas de cibersegurança de utilizações potencialmente maliciosas dos mesmos recursos tecnológicos. A aprovação permite o acesso a determinadas capacidades que se encontram bloqueadas por defeito, mas não elimina as restrições aplicáveis a actividades proibidas, como o desenvolvimento de ransomware, a criação de infra-estruturas de comando e controlo ou a exfiltração de dados de terceiros.

Entre as actividades que podem beneficiar deste acesso encontram-se a análise de malware, a engenharia reversa, a investigação de vulnerabilidades, a análise de cadeias de exploração e a resposta a incidentes, sempre dentro dos casos de uso aprovados e das regras definidas pela Anthropic.

Validação humana e autorização dos clientes

De acordo com a CyberS3c, a utilização destes modelos pretende acelerar tarefas técnicas complexas, como a análise de código, binários e protocolos, sem substituir a intervenção dos especialistas. A empresa afirma que as conclusões produzidas com apoio da inteligência artificial são validadas por analistas, responsáveis pela confirmação dos resultados e pela elaboração dos relatórios técnicos.

A organização sublinha igualmente que os testes dependem de autorização escrita dos clientes e de um âmbito de trabalho previamente definido. A aprovação no programa da Anthropic não alarga as autorizações concedidas para cada projecto.

Em matéria de tratamento de dados, a CyberS3c refere que os dados dos clientes apenas serão partilhados com modelos de terceiros mediante acordo expresso. Sem essa autorização, a empresa mantém a utilização de modelos executados em infra-estrutura própria, incluindo os que integram as suas soluções VIRIATUS e DIANA.

Citado no comunicado, Sérgio Silva, CEO da CyberS3c, considera que a aprovação representa um reconhecimento externo da equipa e dos seus procedimentos de trabalho, bem como uma responsabilidade acrescida na utilização destas ferramentas.

A empresa presta serviços de segurança ofensiva e defensiva e de governação, risco e conformidade, trabalhando com organizações de sectores como a banca, a administração pública, a saúde e a energia. Entre as suas soluções próprias encontram-se o VIRIATUS, a DIANA e o WhistleGuardian.

A aprovação no programa da Anthropic junta-se, segundo a empresa, a outros reconhecimentos, incluindo a admissão no NVIDIA Inception, um programa de apoio a empresas que desenvolvem soluções baseadas em inteligência artificial, e a distinções no âmbito dos Portugal Digital Awards e do Prémio Nacional de Inovação 2026.

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