O Centro de Competências de Cibersegurança de Lisboa e Vale do Tejo foi apresentado, esta segunda-feira, em Oeiras. O CCC nasce de um consórcio entre o Município de Oeiras, Universidade Autónoma de Lisboa, Instituto Politécnico de Setúbal e Associação Industrial Portuguesa.
Este centro visa “aumentar a maturidade e resiliência digital das organizações e, através da cooperação entre várias entidades a nível regional e nacional, promover a criação de eco-sistemas regionais de cibersegurança”.
Durante a sessão de apresentação, António Gameiro Marques, director-geral do Gabinete Nacional de Segurança, destacou a importância da cooperação. “Sem cooperação nesta área não se faz nada de jeito”, disse, a destacando que a cooperação é “multitentacular” e existe “quer com os agentes da sociedade, do sector público ou privada, a nível nacional e internacional, e manifesta-se de várias maneiras” e permite-nos fazer face às adversidades do ciberespaço.
A rede nacional de CCC (C-Network) é composta por sete centros de competências e a estrutura visa fornecer uma resposta para apoiar as organizações ao nível da resiliência em cibersegurança, capacitação, formação, conhecimentos em termos de financiamento, entre outros. Quatro destes centros já estão em operacionalização – Centro, Algarve, Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo. “Os outros três estão na fase de implementação mas, até ao fim do ano, contamos tê-los na fase de operacionalização”, disse.
Este centro tem a sua sede em Oeiras e contará com três pólos localizados em AIP, UAL e IPS e 25 pessoas dedicadas. O pólo prevê apoiar 452 entidades, das quais se destacam as autarquias e PMEs, num espaço temporal que termina em Março de 2026.
O CCC de Lisboa e Vale do Tejo tem quatro eixos estratégicos, nomeadamente, aconselhamento e orientação das entidades, cooperação e colaboração, divulgação de boas práticas e avaliação.









