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INEGI e Rangel usam IA para transformar transporte de carga

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O INEGI juntou-se à Rangel para impulsionar o uso de inteligência artificial na logística e transformar o transporte de carga no sector da construção modular. Segundo o INEGi, o Instituto está a desenvolver modelos de previsão avançados para optimizar e estimar os custos com o transporte de edifícios pré-fabricados. Este trabalho terá em conta as diferentes características do produto, como a dimensão e o design.

Os modelos desenvolvidos “poderão ser aplicados desde a fase de desenho do produto até ao transporte final, permitindo uma melhor otimização dos recursos e uma redução de custos”. O INEGI irá utilizar modelos baseados em redes neurais profundas (deep learning).

O modelo de inteligência artificial usado para calcular os custos do transporte de matérias-primas poderá também contribuir para prever custos no transporte dos pré-fabricados.

“Queremos criar um ambiente de trabalho colaborativo e digital, capaz de reunir e partilhar informação crítica entre diferentes atores e em diferentes etapas do processo produtivo, facilitando a existência de maior alinhamento vertical na cadeia de valor e o desenvolvimento de soluções ajustadas às necessidades do mercado”, explica Eduardo Oliveira, investigador e responsável pelo projecto no INEGI, no seu site.

Todo este trabalho de aplicação de modelos de inteligência artificial na logística está a ser desenvolvido no âmbito da agenda mobilizadora R2U. O projecto é ambicioso: quer criar um cluster nacional para a construção modular e posicionar o sector português no mercado internacional.

O projecto R2U Technologies | modular system é uma das 53 agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência e tem como objectivo revolucionar a construção modular e criar um polo tecnológico associado ao setor em Portugal. Envolve 29 empresas e 18 entidades de I&I, num consórcio liderado pela DST. Esta é uma das 23 agendas de inovação que conta com o contributo do INEGI.

“Este é um projecto estratégico para o setor da construção modular, que pretende capacitar e qualificar o tecido empresarial para criar em Portugal uma cadeia de valor, capaz de fornecer todo o sector da construção modular a nível mundial”, afirma Eduardo Oliveira.

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