O projecto FireBIM propõe o desenvolvimento de uma plataforma BIM (Building Information Modelling) baseada na web para melhorar e facilitar a documentação internacional de segurança contra incêndios desde a fase inicial de projecto. Esta iniciativa conta com a participação de três empresas/entidades nacionais.
Os regulamentos nacionais europeus em matéria de segurança contra incêndios diferem de país para país, tornando a colaboração internacional exigente, dispendiosa e propensa a riscos elevados. Tal situação dificulta a concorrência entre as partes interessadas no processo de projecto de edifícios que pretendem operar noutros países.
O objectivo do projecto FireBIM é desenvolver mecanismos integrados de avaliação da segurança contra incêndios num plataforma BIL online para aumentar a facilitação interdisciplinar da segurança contra incêndios e além das fronteiras europeias.
O projecto combina digitalmente os códigos de incêndio de Portugal, Bélgica, Dinamarca, Estónia, Alemanha, Lituânia, Países Baixos, Suécia e Turquia. O FireBIM é constituído por 22 parceiros de cinco países da área de arquitectura, empresas de construção, consultores, especialistas em segurança contra incêndios, desenvolvedores BIM, design de software e educação.
A plataforma FireBIM baseia-se na Modelação da Informação da Construção (BIM), em normas de Dados Abertos, na modelação semântica de dados e em tecnologias web, abordando especificamente a colaboração internacional e a interoperabilidade computacional.
Funciona como um intérprete, inspector e validador de regulamentação, ajudando também as autoridades a facilitar e regular a segurança contra incêndio de forma mais eficiente.
Com o FireBIM, as equipas de projecto serão assistidas digitalmente para conceber edifícios mais seguros e eficientes em termos de custo. A plataforma será de código aberto por definição, fornecendo a infra-estrutura necessária para que os programadores possam expandir o conceito FireBIM para novos países e aplicações.
O projecto terá um investimento de um milhão de euros, tendo recebido apoio de fundos europeus, e deverá estar finalizado no próximo ano. A iniciativa conta com a participação da Exactusensu, Instituto Superior de Engenharia do Porto e VN2R.









