O ano de 2025 foi o terceiro pior de sempre em Portugal em termos de área ardida até 31 de Agosto. A APEGAC (Associação Portuguesa de Empresas de Gestão e Administração de Condomínios) alerta para a urgência de todos os condomínios possuírem um seguro multirriscos, que inclua obrigatoriamente a cobertura contra incêndios, dada a vulnerabilidade crescente do país a este tipo de desastre. A associação defende que este seguro seja contratado pelo próprio condomínio, e não individualmente por cada fracção.
Entre Janeiro e Agosto de 2025, registaram-se mais de 7.000 incêndios que consumiram cerca de 254 mil hectares, destacando-se as regiões do Norte e do Centro, com incêndios de grande dimensão que destruíram habitações, explorações agrícolas e infra-estruturas essenciais.
A legislação portuguesa obriga que todos os edifícios em regime de propriedade horizontal possuam seguro contra incêndio e que o administrador verifique se todos os condóminos têm cobertura. No entanto, a prática de cada fracção contratar o seu próprio seguro cria sobrecarga administrativa e riscos de lacunas de protecção. A APEGAC defende que o seguro seja feito pelo condomínio, garantindo cobertura uniforme para todas as fracções e simplificando a gestão.
“Num ano marcado por incêndios devastadores, fica claro que a gestão colectiva do seguro multirriscos é a forma mais eficaz de proteger todos os condóminos”, afirma Vítor Amaral, Presidente da APEGAC. “Este tipo de apólice não só responde ao risco de incêndio, como também cobre outros sinistros que podem comprometer gravemente a segurança e a estabilidade financeira dos moradores.”
A APEGAC sublinha que um seguro multirriscos contratado pelo próprio condomínio facilita a gestão, proporciona segurança e tranquilidade a todos os moradores e garante protecção face aos riscos cada vez mais frequentes e intensos associados não apenas aos incêndios, mas também a inundações, fenómenos naturais e outros danos em edifícios.









