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“O maior desafio do sector da segurança privada é: atrair, qualificar e reter pessoas”

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Há uma década à frente da Prosegur Security em Portugal, Gonçalo Morgado tem conduzido a empresa através de um período de profunda transformação, marcado pela integração entre tecnologia, dados e factor humano. Engenheiro de formação, com experiência consolidada na indústria e nos serviços, tem sido um dos principais rostos da mudança para um modelo de segurança híbrida, onde a inteligência artificial, a análise de dados e a sensorização tecnológica se unem à experiência dos vigilantes. Em entrevista à Security Magazine, o director-geral da Prosegur Security fala sobre o caminho percorrido nestes dez anos, o papel das empresas privadas na complementaridade com as forças de segurança do Estado e os desafios que o sector enfrenta, nomeadamente da escassez de recursos humanos à aceleração tecnológica. Gonçalo Morgado sublinha ainda a importância da formação contínua, da valorização da profissão e da capacidade de adaptação a um contexto cada vez mais digital, em que a segurança se afirma como um pilar de resiliência e continuidade dos negócios.

Com um percurso profissional inicial ligado à indústria, como é que a segurança entrou na sua vida?
A história da minha vida profissional é muito engraçada – passei por três grandes sectores e cada um deles contribuiu de forma única para a forma como hoje encaro a segurança.
Comecei pela indústria, sou engenheiro de formação e fiz parte da equipa de lançamento da Autoeuropa, em Palmela. Mais tarde, trabalhei muitos alguns anos na área de consultoria (consulting services), onde aprendi a importância de olhar para cada cliente e cada desafio como uma situação única que exige uma solução à medida.
Seguiu-se uma fase muito enriquecedora na área de food and consumer package goods, na Nutrinveste, parte do grupo Sovena, onde assumi responsabilidades comerciais e, mais tarde, industriais. Foi uma experiência muito interessante, primeiro por acompanhar todo o processo de expansão e internacionalização do grupo, e depois por ter trabalhado pela primeira vez numa empresa familiar, o que me deu uma visão muito próxima sobre a importância da cultura organizacional.
Quando integro a Prosegur, em 2014, faço a transição da indústria para os serviços. Venho para um grupo familiar, que apesar de estar cotado em bolsa, mantém a maioria do capital na família, o que cria um modelo de gestão muito equilibrado entre shareholdes e stakeholders.
Entrei num momento em que a Prosegur iniciava um processo de transformação profunda, com o objectivo de reforçar uma abordagem mais consultiva e personalizada, focada no desenvolvimento de soluções customizadas e na integração entre o factor humano e a tecnologia. Vim com o desafio de conduzir essa transformação no mercado português — e apesar de não conhecer o sector por dentro, foi uma aprendizagem extraordinária.
Passaram-se já dez anos, e continuo a considerar este um desafio apaixonante. A velocidade com que o sector e o contexto envolvente evoluíram criou oportunidades e desafios, tornando esta área cada vez mais dinâmica e estimulante.

O que considera que mudou ao longo destes dez anos?
A nossa filosofia assenta no conceito de segurança híbrida (Hybrid Security). Se antes a detecção e a intervenção dependiam essencialmente da presença humana, hoje conseguimos operar com modelos muito diferenciados.
A tecnologia permite-nos uma resposta mais rápida, eficiente e performática. No entanto, a intervenção humana continua a ser essencial. É nesse âmbito que o modelo híbrido se afirma, ou seja, ao empoderarmos as pessoas através de meios tecnológicos e dados, conseguimos uma abordagem mais preditiva do que reactiva, e sobretudo adaptativa.
Ao transformar os dados em informação útil, conseguimos alimentar a operação em tempo real e adaptá-la ao que vai acontecendo ao longo do tempo. Hoje temos clientes cujas operativas ajustamos semanalmente, porque através da análise de dados conseguimos identificar tendências e adaptar os recursos e processos de forma muito mais ágil.
Vivemos, na verdade, duas grandes transformações. Por um lado, a sensorização e integração tecnológica, como empoderadora da actuação do vigilante, transformando-o num agente mais informado e eficiente. Por outro, a transformação digital, que nos permite captar e processar dados em larga escala, criando informação útil em tempo quase real.
Os nossos dashboards operacionais para clientes reflectem essa evolução – estão disponíveis em tempo real ou, no máximo, com um atraso de apenas quatro horas. Esta capacidade oferece uma nova visão sobre a construção da segurança, permitindo maior adaptabilidade e resposta imediata à variação dos contextos.
O nosso objectivo final é simples e claro: garantir a continuidade dos negócios dos nossos clientes, em qualquer circunstância. Recordo-me, por exemplo, do dia do grande apagão nacional – enquanto as pessoas procuravam respostas, foi a segurança privada, em conjunto com as Forças de Segurança do Estado, que assegurou a estabilidade e o acompanhamento da situação no terreno.
A combinação entre tecnologia, dados e experiência humana permite-nos antecipar cenários e responder de forma coordenada, assegurando que a segurança é, hoje, um factor activo de resiliência e continuidade operacional.

Já com a pandemia percebemos a importância que das empresas de segurança privada…
As empresas de segurança privada têm um papel complementar e subsidiário das forças de segurança do Estado, e essa articulação é cada vez mais fundamental. Tanto a nível central, com a Direcção de Segurança Privada da PSP, como no terreno, através da cooperação com as diversas forças de segurança, tem havido uma evolução muito positiva e acreditamos que essa colaboração continuará a fortalecer-se.
Actualmente, existem cerca de 43.000 cartões profissionais de segurança privada emitidos, dos quais aproximadamente 37.000 estão activos. É uma força humana significativa, que desempenha um papel essencial na protecção de pessoas e bens em todo o país.
Estamos cá para complementar e apoiar, sempre com foco na segurança das pessoas, dos bens e das infra-estruturas. E hoje, mais do que nunca, essa missão inclui a integração entre segurança física e cibersegurança. Nos últimos quatro ou cinco anos, temos vindo a desenvolver uma linha de negócio específica na área digital, com o objectivo de trabalhar estas duas dimensões em conjunto. Na verdade, em muitos contextos como, por exemplo, os data centers, a primeira linha de defesa digital é precisamente a segurança física.
Esta visão integrada é o que nos permite responder aos desafios actuais de forma mais completa, preventiva e colaborativa.

O iSOC em funcionamento há três anos, tem um papel de destaque na operação da Prosegur. Está prevista a sua expansão?
O ISOC é o cérebro de tudo o que fazemos. É o centro onde concentramos a gestão da operação e toda a informação recolhida, permitindo-nos transformar dados em conhecimento e actuar de forma preditiva e adaptável – duas dimensões essenciais na segurança moderna.
Este projecto tem vindo a ser desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos, e hoje fazemos parte de uma rede global de 14 ISOC’s. Trabalhamos de forma colaborativa entre todos os centros, partilhando boas práticas, processos e inovação, o que nos permite uniformizar a actividade e garantir o mesmo nível de serviço aos clientes em qualquer parte do mundo – algo particularmente importante, tendo em conta que muitos dos nossos clientes são multinacionais.
É um motivo de grande orgulho para nós: o ISOC Portugal foi o segundo centro de primeira geração do grupo a ser criado a nível mundial – o primeiro foi o de Madrid. Este facto demonstra o empenho e a relevância do mercado português, onde estamos há mais de 40 anos, e onde continuamos a investir e a crescer com uma visão de longo prazo.
Actualmente, o ISOC em Portugal gere cerca de 5.500 profissionais e apoia 3.900 clientes.
Três anos após o seu lançamento, o crescimento tem sido tão expressivo que estamos já a preparar uma nova fase de expansão, com a abertura de 34 novos postos de operação. Essa expansão irá representar cerca de 100 novos postos de trabalho, reforçando equipas de vigilantes altamente qualificados e preparados para operar num modelo de segurança híbrida e tecnológica.

Existe no sector um medo de que a tecnologia substitua a vigilância humana. Como encara essa situação?
A tecnologia é uma ferramenta poderosa que empodera, mas não substitui o vigilante. Não conheço nenhuma tecnologia que consiga intervir – pode detectar e analisar, mas a intervenção é sempre uma capacidade humana. E isso leva-nos a outro desafio importante: o perfil do vigilante está a mudar. Hoje precisamos de profissionais altamente qualificados, com conhecimento profundo da cultura de segurança, mas também com novas valências tecnológicas. O vigilante precisa de possuir inquietude tecnológica – tem de saber trabalhar com smartphones, plataformas digitais e ferramentas operacionais, como o POPS, a nossa plataforma interna. É fundamental que tenha destreza digital, mas também capacidade de interpretação e decisão, sabendo agir com base na informação recebida através dos sistemas.
Além disso, a capacidade de análise e discernimento é hoje essencial. O vigilante recebe muito mais informação e precisa de saber filtrar, priorizar e agir de forma direccionada e responsável.
Por isso, procuramos profissionais com bases sólidas em cultura de segurança, competência tecnológica e capacidade analítica – e que saibam adaptar-se a um contexto em constante transformação.
Também é importante reconhecer que as novas gerações têm perfis diferentes, com outras motivações e formas de aprender, e isso obriga-nos a ajustar a forma como formamos e valorizamos as equipas.

A inteligência artificial é, sem dúvida, uma excelente ferramenta para a transformação de processos, aumento da produtividade e melhorar a tomada de decisão. Também aí poderão existir algumas alterações. Não vejo que a tecnologia substitua, mas, sim, complemente. A própria tecnologia permitirá trabalhar em modelos híbridos – presenciais, remotos e intermitentes, ampliando a capacidade de resposta e eficiência. Na verdade, nunca vi o número de vigilantes diminuir – apenas crescer. E acredito que o futuro da segurança passa por tecnologia e pessoas a trabalhar em conjunto, numa lógica de complementaridade e valorização mútua.

A Prosegur investe na formação dos seus vigilantes?
Somos uma das poucas empresas do sector com centro de formação próprio. E, não nos limitamos à formação legal e obrigatória – oferecemos também formação complementar, através da nossa Universidade Prosegur, uma plataforma digital acessível por aplicação móvel, onde os colaboradores podem fazer e-learning sobre temas muito específicos. Temos promovido formação em áreas como ética, sustentabilidade, gestão de crises, resolução de conflitos, big data e transformação digital, em várias línguas, permitindo um percurso formativo completo e acessível a todos os profissionais. Além disso, desenvolvemos formação vertical e especializada, isto porque um vigilante no retalho tem necessidades diferentes de um que actua em infra-estruturas críticas, e adaptamos os conteúdos a cada contexto. Oferecemos formação legal, operacional e de posicionamento, em formato presencial e online, através de uma plataforma certificada e auditável, onde cada formação termina com avaliação e certificação individual.
Em 2024, realizámos via Univ Prosegur mais de 46.000 horas de formação em Portugal, e 2,1 milhões de horas a nível mundial — um número que reflecte o compromisso contínuo com o desenvolvimento das nossas pessoas.

Quantas pessoas trabalham hoje na Prosegur em Portugal?
O grupo conta com 6500 pessoas, dos quais cerca de 5500 são vigilantes.

O sector reclama muito pela falta de mão-de-obra. Como se preparam para essa realidade?
Sim, e isso está directamente ligado a uma mudança de paradigma. Portugal enfrenta um grande desafio demográfico, e a baixa natalidade não ajuda. Desde 2018 sentimos uma escassez crescente de recursos humanos, o que nos obriga a ser cada vez mais criativos, tanto na forma como recrutamos, como nas estratégias de atracção e retenção que desenvolvemos.
Temos diversificado as fontes de recrutamento, procurando perfis em contextos diferentes daqueles onde tradicionalmente recrutávamos, e implementámos planos de valorização profissional para atrair e reter talento.
Na Prosegur, estamos profundamente comprometidos com a dignificação do trabalho do vigilante, quer no reconhecimento social e profissional, quer na revisão do enquadramento remuneratório. É essencial que esta profissão dê um salto qualitativo. Quando cheguei à segurança, existia um posicionamento sobre a função de vigilante que perdeu competitividade e atractividade nos anos seguintes. Felizmente, sinto que estamos a recuperar, em parte devido ao reforço do quadro normativo e à colaboração crescente com as forças de segurança do Estado.
O nosso compromisso é com a dignificação do vigilante. Não consigo afirmar hoje, em total consciência, que a tecnologia vai reduzir o número de profissionais. Pelo contrário, até porque as necessidades de segurança aumentam e os riscos se tornam mais imprevisíveis, o papel das pessoas ganha ainda mais relevância.
O maior desafio do sector da segurança privada é precisamente este: atrair, qualificar e reter pessoas, adaptando-nos à forma como as novas gerações encaram o trabalho. A organização, flexibilidade e dignificação da profissão são hoje factores determinantes para manter a competitividade e garantir continuidade de serviço.

Quais são os principais sectores clientes da Prosegur? O retalho é um sector importante?
Estamos nesta actividade há mais de 45 anos, e ao longo deste tempo construímos uma presença sólida e diversificada em vários sectores em Portugal. A nossa operação distribui-se por áreas como infra-estruturas críticas, data centers, banca, retalho, aeroportos, saúde, indústria e serviços.
Tradicionalmente, sempre fomos muito fortes nas infra-estruturas críticas, e mais recentemente temos vindo a posicionar-nos com grande destaque no sector dos data centers, um segmento em forte expansão e com exigências muito elevadas em termos de segurança.
Também na banca temos vindo a reforçar a nossa presença e especialização.
É difícil traduzir esta distribuição em percentagens, porque trabalhamos com realidades muito distintas e com soluções altamente personalizadas.
No retalho, por exemplo, acompanhamos o sector desde o seu nascimento em Portugal.
Alguns dos retalhistas mais reconhecidos do país são nossos clientes desde sempre, e com eles temos desenvolvido uma relação de confiança e parceria duradoura.
Neste segmento, o nosso papel é proteger pessoas, tanto clientes como colaboradores, e garantir um ambiente seguro, enquanto combatemos a perda desconhecida e prevenimos o furto, desafios centrais para qualquer operador de retalho. Temos sido reconhecidos como especialistas nesta área, o que muito nos orgulha.
É importante referir que o retalho especializado é extremamente diverso, mesmo dentro do mesmo sector, cada cadeia requer uma abordagem distinta. A nossa experiência mostra isso claramente, e é por isso que há muito tempo integramos tecnologia nas operações de segurança, através do modelo de segurança híbrida.
A evolução tecnológica transformou a forma como estruturamos processos e incrementamos a nossa actividade. O advento da videovigilância abriu novas possibilidades e, agora, com a inteligência artificial, estamos novamente perante um salto qualitativo no modo como analisamos dados, antecipamos riscos e apoiamos a decisão.

Existem sectores emergentes?
Dentro do sector privado, estão a expandir-se os aeroportos, serviços e logística. Ao nível dos clientes públicos não conseguimos falar pois não trabalhamos com o Estado e essa foi uma decisão de há muitos anos.

Relativamente às actuais políticas e enquadramento legal da segurança privada, como avalia o papel do Estado?
É muito importante que o enquadramento normativo acompanhe as mudanças do mercado, até para as regulamentar. Esse é um trabalho fundamental que tem sido desenvolvido pelas associações patronais.
A tecnologia avança rapidamente, e o quadro normativo tem de conseguir acompanhar essas mudanças, não apenas para as regulamentar, mas também para as homologar aquilo que são soluções inovadoras. Pela própria lei, todas as soluções inovadoras de segurança precisam de homologação, o que é um processo burocrático e demorado. Compreendo que assim seja, pois é necessário validar um conjunto de critérios e garantir a conformidade legal, mas esse processo não pode matar a inovação.
As associações, e refiro-me em particular à AES (Associação de Empresas de Segurança), têm feito um trabalho relevante de articulação com o Governo, entidades reguladoras, o Departamento de Segurança Privada da PSP e outros stakeholders.
Esse caminho está a ser trilhado, embora gostasse que alguns processos fossem mais céleres.
Não considero que existam entraves propriamente ditos, mas sim a necessidade de tornar mais ágil a adaptação do enquadramento legal às novas necessidades do negócio e aos modelos de segurança, especialmente face à inovação tecnológica, como é o caso dos drones e robôs, que exigem capacidade de regulamentação e internalização.

Considera importante a integração das empresas de segurança privada no SIRESP, à luz de acontecimentos recentes, como o apagão?
Esse tema insere-se num contexto mais amplo. Como se viu durante o apagão nacional, estivemos em estreita coordenação com as forças de segurança do Estado, enquanto houve comunicações activas. Nessa altura ficou claro que a capacidade de coordenação e comunicação entre os centros de comando das empresas de segurança privada e os centros das forças de segurança pública é essencial.
Defendemos, aliás, no âmbito da associação, que as redes de comunicação sejam mais resilientes e que um centro de comando e controlo de uma empresa de segurança privada possa estar em contacto com o centro das forças do Estado. Numa situação destas parece ser absolutamente relevante para todos, sendo que o aprofundar desta coordenação é fundamental para não ficarmos fora dos meios. Tudo o que podermos fazer para aumentar a resiliência dos sistemas é fundamental.

Que projectos estão na calha para os próximos tempos?
A nossa espinha dorsal continua a ser a nossa capacidade de entregar segurança aos clientes e isso assenta na segurança híbrida. Acreditamos que é através deste modelo que conseguimos responder e adaptar-nos às novas ameaças, garantindo aos clientes soluções eficazes, preditivas e adaptáveis.
Haverá novas ameaças e, nesse sentido, há um caminho de desenvolvimento que passa por aprofundar alguns pontos que falámos até agora: a produtividade da gestão de processos (crítica e fundamental); a capacidade de atrair e reter talento (o tema mais crítico em cima da mesa) e os desafios tecnológicos.
Estamos atentos ao que vem a seguir – robótica, gémeos digitais, cloud computing, inteligência artificial. Temos de estar na “crista da onda” mas não estamos a desenvolver por desenvolver. Na Prosegur não acreditamos em soluções únicas (“one size fits all”); acreditamos em soluções ajustadas à realidade e necessidade de cada cliente.
Vejo a capacidade de aprofundarmos e continuarmos o desenvolvimento e este casamento entre os dados, tecnologia e pessoas para oferecer modelos de segurança mais preditivos, maior capacidade de adaptação e níveis de serviço superiores.
Os desafios passam também pela expansão nos Estados Unidos e pelo aprofundamento da nossa actividade nos 36 países onde já operamos, sempre com uma lógica de sustentabilidade, excelência operacional e foco no cliente.
Há uma tendência claramente primordial no sector: a cibersegurança e a capacidade de entregarmos serviços de segurança ciber seguros. As ameaças digitais estão a crescer e a necessidade de garantirmos a capacidade de cibersegurança é fundamental. Quem não fizer isto, terá um problema.

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