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Videovigilância na Costa da Caparica vai monitorizar perda de areia e antecipar tsunamis

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Um novo sistema de videovigilância vai ser instalado nas praias da Costa da Caparica, em Almada, com o objectivo de acompanhar a erosão costeira e antecipar situações de risco como galgamentos marítimos e possíveis tsunamis. A iniciativa integra o projecto-piloto Cosmo 2.0, promovido pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em parceria com a Câmara Municipal de Almada.

A intervenção insere-se nas obras de protecção costeira actualmente em curso, que têm uma duração prevista de dois meses e representam um investimento de nove milhões de euros. O projecto inclui ainda acções de monitorização e restauro do cordão dunar das praias da Cova do Vapor e de São João da Caparica.

De acordo com a APA, o sistema Cosmo 2.0 “reveste-se de importância estratégica para a monitorização e protecção da faixa costeira, sendo uma ferramenta tecnológica essencial para a gestão sustentável de uma zona particularmente sensível e sujeita a episódios de erosão com elevado impacto para a população local”.

As câmaras de videovigilância serão instaladas em pontos elevados, nomeadamente em postes de iluminação já existentes, assegurando estabilidade posicional e transmissão contínua de dados via internet. O sistema permitirá recolher imagens e informações em tempo real sobre o comportamento das marés e da linha de costa, apoiando a tomada de decisões preventivas.

O projecto será complementado por um sistema de comunicação por satélite com ligação à rede europeia Copernicus, composta por mais de 30 satélites e sensores terrestres e marítimos. Essa integração permitirá a detecção e previsão de fenómenos naturais, como cheias ou tsunamis, em tempo real — embora a informação ainda não tenha sido oficialmente confirmada pela APA.

Em paralelo, decorre uma operação de alimentação artificial das praias urbanas da Costa da Caparica, com o depósito de um milhão de metros cúbicos de areia, destinada a reforçar a estabilidade da linha de costa e reduzir a vulnerabilidade da região a eventos extremos. Esta intervenção visa também proteger as infra-estruturas costeiras existentes, como a obra longitudinal aderente e os esporões.

A combinação entre tecnologia, monitorização ambiental e protecção costeira marca um passo importante na gestão sustentável do litoral português, num território historicamente afectado pela erosão e pela pressão urbana.

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