A monitorização de estruturas desempenha um papel vital na segurança de pessoas e bens, bem como na longevidade e gestão de infraestruturas críticas. Com o objectivo de mitigar riscos operacionais e financeiros, o INEGI tem desenvolvido um trabalho pioneiro nesta área, sendo o caso mais recente a implementação de um sistema de monitorização permanente na Ponte Móvel de Leixões, que liga Leça da Palmeira a Matosinhos.
A infraestrutura, gerida pela APDL (Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo), tem enfrentado um desgaste precoce de vários componentes, fruto do aumento contínuo do tráfego marítimo e rodoviário. Para responder a este desafio e evitar falhas imprevistas, a APDL confiou ao INEGI o desenvolvimento e implementação de uma solução tecnológica capaz de avaliar o comportamento estrutural da ponte em tempo real.
Tecnologia de ponta ao serviço da engenharia de segurança
A abordagem do INEGI à Ponte Móvel de Leixões iniciou-se em 2018 com uma fase de modelação tridimensional e testes experimentais para identificar a origem das falhas. O projecto culminou na instalação de uma rede personalizada de 60 sensores no interior e exterior dos dois tabuleiros da ponte, capaz de registar parâmetros críticos como deformações, acelerações, temperaturas, pressões, deslocamentos e inclinações.
Para além do hardware, o instituto desenvolveu dois programas de software específicos: um dedicado ao diagnóstico do estado dos próprios sensores e outro focado na avaliação remota do comportamento da estrutura. Este último está programado para emitir alertas automáticos com diferentes níveis de gravidade analítica, permitindo detectar anomalias antes que estas se transformem em falhas graves.
Manutenção preditiva e redução de riscos
Os resultados práticos deste sistema traduzem-se numa transição da manutenção correctiva de emergência para uma estratégia de manutenção planeada e preditiva. Através dos dados centralizados, a APDL consegue agora antecipar avarias, programar atempadamente as paragens da ponte para substituição de componentes e, acima de tudo, garantir a máxima segurança operacional de uma das vias mais transitadas da região.









