A Vodafone anunciou a criação do Global Cyber Centre – Lisbon (GCC), um novo centro estratégico de cibersegurança que ficará sediado em Lisboa e terá como missão reforçar a proteção das operações, redes, sistemas e clientes do Grupo Vodafone em todo o mundo. Em paralelo, a empresa revelou também a conclusão de 71 projectos-piloto tecnológicos desenvolvidos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), através de três Test Beds e de uma Agenda Mobilizadora.
O novo Global Cyber Centre representa um investimento de longo prazo do Grupo Vodafone e visa reforçar a capacidade da empresa para antecipar, detectar e responder a ameaças cibernéticas. Segundo a operadora, a criação do centro responde à necessidade de uma abordagem global à cibersegurança, num contexto em que a protecção dos dados, da conectividade e da confiança digital assume uma importância crescente.
A escolha de Portugal para acolher o centro assenta, de acordo com a Vodafone, na qualidade do talento especializado existente no país e no dinamismo do ecossistema tecnológico nacional. O GCC passa a integrar a rede global de cibersegurança da empresa, que já conta com hubs no Reino Unido, Alemanha, Roménia e Índia.
Numa fase inicial, o centro contará com cerca de 40 especialistas, estando o processo de recrutamento em curso até ao final do ano. As vagas destinam-se a profissionais com experiência em áreas como cibersegurança, engenharia, tecnologias emergentes e transformação digital, bem como a colaboradores internos abrangidos por programas de desenvolvimento de carreira e requalificação profissional.
As equipas, sediadas na sede da Vodafone Portugal, irão trabalhar em articulação com especialistas de vários mercados internacionais do Grupo, abrangendo competências como estratégia e arquitetura de segurança, gestão de risco, desenvolvimento seguro de soluções, proteção de infraestruturas, prevenção, monitorização, deteção e resposta a incidentes.
O novo centro terá igualmente um foco em tecnologias emergentes, incluindo soluções baseadas em inteligência artificial e iniciativas relacionadas com segurança quântica, procurando preparar a organização para futuras ameaças e desafios no domínio da cibersegurança.
Citado em comunicado, Luís Lopes, CEO da Vodafone Portugal, afirma que “a criação do GCC em Lisboa confirma a importância estratégica do mercado português para o Grupo Vodafone e reconhece não apenas o conhecimento especializado desenvolvido nos últimos anos nesta área pela operação portuguesa, mas também a elevada qualidade do talento em cibersegurança formado pelas universidades nacionais”.
Por sua vez, Emma Smith, Global CISO da Vodafone, considera que “a expansão das capacidades do Global Cyber da Vodafone para Lisboa reflecte o investimento contínuo do Grupo nas pessoas, no conhecimento especializado e nas competências que asseguram uma conectividade segura e resiliente”.
Vodafone conclui 71 projetos de inovação apoiados pelo PRR
A empresa anunciou igualmente a conclusão de 71 projectos-piloto tecnológicos desenvolvidos em colaboração com o ecossistema nacional de inovação, no âmbito de três Test Beds e da Agenda Mobilizadora ROUTE 25 do PRR.
Destes projectos, 61 foram desenvolvidos na Test Bed Vodafone Boost Lab, um consórcio liderado pela Vodafone em conjunto com a Capgemini e a Ericsson, ultrapassando a meta inicialmente contratualizada de 59 pilotos.
Com recurso à infraestrutura de rede 5G da operadora, startups, PME e empreendedores testaram e validaram soluções em áreas como inteligência artificial e analytics, Internet das Coisas (IoT), sensorização, cloud, edge computing, integração, automação, segurança e soluções inteligentes.
Entre os projectos desenvolvidos encontram-se soluções de monitorização ambiental em tempo real, tecnologias de cibersegurança preparadas para desafios pós-quânticos e ferramentas de segurança operacional suportadas por inteligência artificial.
Além do Vodafone Boost Lab, a empresa participou em mais duas Test Beds: a ED-X (Espaço de Dados – X), dedicada ao desenvolvimento de soluções de dados interoperáveis e alinhadas com os princípios da Gaia-X, e a ITeCS – Inovação Tecnológica em Cuidados de Saúde, um consórcio que reúne 25 entidades públicas e privadas para acelerar a inovação na saúde digital.
Neste âmbito, a Vodafone destaca a validação, em ambiente operacional real, da solução Vodafone Care Tracker Health, realizada em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM). A solução integra dispositivos médicos conectados para monitorização remota de doentes.
A empresa participou ainda na Agenda Mobilizadora ROUTE 25, contribuindo com dados destinados ao treino de algoritmos e com recursos de edge computing para o desenvolvimento de soluções de mobilidade autónoma, inteligente e conectada.
Segundo Henrique Fonseca, administrador da Unidade de Negócios Empresariais da Vodafone Portugal, a conclusão destes projectos “reforça o contributo da Vodafone para a dinamização do ecossistema tecnológico nacional, nomeadamente na aceleração da validação e da entrada no mercado de novos produtos e serviços inovadores e na promoção de projetos colaborativos com impacto na transformação da economia”.









