Cibersegurança e InfoSec

Kaspersky reduz gradualmente operações nos EUA

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A empresa de cibersegurança Kaspersky confirma que vai encerrar todas as suas operações nos Estados Unidos, poucas semanas depois de o Departamento do Comércio ter proibido a utilização do software da empresa no país.

Segundo a informação avançadas pela agência AP, a Kaspersky irá “reduzir gradualmente” as suas operações nos EUA a partir de 20 de Julho, de acordo com um comunicado da empresa de Moscovo. As posições baseadas nos EUA também serão eliminadas, disse a empresa, confirmando posteriormente que menos de 50 funcionários seriam afectados.

“A Kaspersky opera nos EUA há cerca de 20 anos, contribuindo para os objectivos estratégicos de cibersegurança da nação, protegendo as organizações e os indivíduos do país contra as ameaças cibernéticas em constante evolução”, afirmou a Kaspersky, indica a AP. “A empresa examinou e avaliou cuidadosamente o impacto dos requisitos legais dos EUA e tomou esta triste e difícil decisão, uma vez que as oportunidades de negócio no país já não são viáveis.”

No mês passado, o Departamento de Comércio anunciou a proibição das vendas do software Kaspersky nos EUA. O governo argumentou que as ligações russas da empresa representam um “risco indevido ou inaceitável para a segurança nacional dos EUA ou para a segurança e protecção”.

Para além da obrigação da Kaspersky de respeitar a lei russa, “o seu software poderia ser explorado para identificar dados sensíveis de cidadãos americanos e disponibilizá-los a agentes do governo russo, afirmou o departamento numa decisão datada de 14 de Junho”, diz a AP.

“A acção do Departamento de Comércio contra a Kaspersky Labs foi tomada para fazer face a uma ameaça substancial à segurança nacional dos EUA”, disse um porta-voz da agência numa declaração à The Associated Press na terça-feira – acrescentando que a acção ‘não foi tomada de ânimo leve’, uma vez que resultou de uma investigação e avaliação exaustivas dos riscos colocados pelos produtos e serviços que a empresa fornece.

A Kaspersky já negou anteriormente que seja uma ameaça à segurança. Numa resposta de 21 de Junho à decisão do Departamento do Comércio, a empresa afirmou que não pode obter deliberadamente dados sensíveis sobre os americanos e que as suas operações e funcionários na Rússia apenas podem aceder a dados agregados ou estatísticos não atribuíveis a uma pessoa específica.

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