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“Em Portugal a adopção da cibersegurança OT está numa fase inicial”

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A txOne iniciou a actividade no mercado nacional no ano passado, através de uma parceria com a Securnet. Recentemente iniciou uma parceria de distribuição com a Ingecom, ao nível do portfolio de cibersegurança. “Esperamos recrutar mais alguns parceiros nacionais orientados para o sector”, avança à Security Magazine Jordi Garasa, Senior Enterprise Account Manager para a ibéria da txOne Networks. No mercado português, a empresa tem como referência o projecto desenvolvido com a Valmet para a fábrica de papel da Celbi. Quanto ao futuro, espera crescer em sectores como energia, alimentação, bebidas, infra-estruturas críticas e transporte ferroviário.

Security Magazine – Como é que a txOne Networks encara o actual panorama da cibersegurança em Portugal?
Jordi Garasa
– A OT Security está cada vez mais presente nas discussões de topo das empresas, uma vez que estas são confrontadas com regulamentos como o NIS2, por um lado, e ameaças avançadas, por outro. Os piratas informáticos sabem que os ambientes de produção não são apenas uma parte crítica de todas as empresas, mas, na maioria das vezes, pertencem à infraestrutura crítica de toda uma nação, pelo que é muito atractivo lançar um ataque, muitas vezes utilizando ransomware, para parar as máquinas, perturbar os processos e exigir um resgate. Relativamente a Portugal, não vemos muitas diferenças em relação ao resto da Europa, pelo que existe um grande potencial para as soluções de cibersegurança OT. Tal como muitos outros territórios europeus, em Portugal a adopção da cibersegurança OT está numa fase inicial, pelo que a necessidade de adopção destas novas tecnologias é urgente.

Que sectores estão mais preocupados com a segurança OT?
Todos os sectores que fornecem um serviço ou produto crítico são afectados. O NIS2 fornece uma orientação clara e prioritária sobre quais são esses sectores. Só para citar alguns, as infra-estruturas críticas, produção e distribuição de energia e qualquer produção que seja crítica para a economia portuguesa.

Que parcerias estão a desenvolver com o mercado nacional?
Iniciámos a nossa actividade em Portugal em 2024, através de uma parceria com a Securnet, conquistando os nossos primeiros clientes em conjunto. Agora estamos a dar um passo em frente ao nomear um distribuidor de cibersegurança de valor acrescentado com uma presença estabelecida em Portugal: a Ingecom. Com eles, esperamos recrutar mais alguns parceiros nacionais orientados para o sector. Ao longo do ano, surgirão mais parcerias.

Que mais nos pode dizer sobre a parceria com a Securnet? Quais são os principais pontos que gostaria de destacar a este respeito?
A Securnet tem um longo e sólido historial no espaço português da cibersegurança. Mesmo que tenham nascido no mundo das TI, também desenvolveram mais tarde competências em OT. A sua sólida reputação e a sua vasta base de clientes, incluindo a sua presença histórica na região industrial do Porto, tornaram-na uma candidata ideal para começar a penetrar no mercado português.

Qual é a principal aposta da txOne para expandir a sua presença no mercado português?
Depois de uma introdução bem-sucedida nos maiores mercados europeus, no ano passado a txOne decidiu expandir-se para a Península Ibérica, abrindo um primeiro escritório em Madrid. Agora estamos a aumentar a nossa presença em Portugal, através dos nossos parceiros estratégicos. Ao contrário do caso de Espanha, onde a txOne já tinha uma aceitação significativa no mercado mesmo antes de abrir o escritório local, a oportunidade em Portugal ainda está por desenvolver, dando aos parceiros portugueses uma grande oportunidade de repetir o sucesso noutros territórios europeus

A empresa está a procurar estabelecer novas parcerias com integradores e distribuidores locais?
Definitivamente, contamos com as redes locais da Ingecom e planeamos recrutar os principais parceiros com know-how em OT e cibersegurança para servir as necessidades da indústria portuguesa.

Que produtos considera que se diferenciam de outras soluções de cibersegurança disponíveis no mercado?
A tecnologia da txOne tem uma posição única, uma vez que é nativa da OT e se centra não só na visibilidade, mas também na proteção dos principais activos da OT ao longo de todo o seu ciclo de vida. Temos produtos que se concentram na inspecção de activos mesmo antes de estes activos serem fornecidos ou inspeccionam os suportes amovíveis, como USB, que os empreiteiros trazem para o chão de fábrica para garantir que não estão infectados. O facto de a OT ser nativa permite que os nossos produtos de proteção de pontos terminais e de rede reconheçam automaticamente mais de 8000 aplicações ICS e inspeccionem mais de 900 protocolos de redes industriais, adaptando-se da melhor forma às necessidades desta indústria.

Pode destacar algum projecto de sucesso, em Portugal ou em qualquer outro mercado, que tenha alcançado um valor acrescentado significativo?
Em cibersegurança é difícil obter autorização dos nossos clientes para tornar os seus nomes públicos. No entanto, em Portugal temos uma referência pública com a Valmet como integrador de sistemas que é a fábrica de pasta de papel da Celbi. No futuro, esperamos ter sucesso aqui nas mesmas áreas em que o temos tido noutros países europeus, em particular, energia, alimentação e bebidas, bem como na protecção de infra-estruturas críticas como o transporte ferroviário.

Quais são os planos futuros da txOne para o desenvolvimento de novas soluções neste mercado da cibersegurança?
Recentemente, adicionámos o SageOne ao nosso portefólio. Trata-se de uma consola de gestão e de uma plataforma de postura de segurança que permite controlar todas as nossas soluções e mostrar tudo o que é crítico em apenas alguns dashboards. Isto simplifica a tarefa das equipas de cibersegurança das OT para acompanhar quaisquer alarmes relacionados com a segurança que os diferentes sensores e controlos possam desencadear.

Como tencionam contribuir para reforçar a ciber-resiliência das infra-estruturas críticas a nível nacional?
Estamos a trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros e clientes para que nos digam o que mais necessitam atualmente para reforçar a sua cibersegurança. Além disso, estamos a implementar os novos requisitos da regulamentação internacional, europeia e local na nossa estratégia de desenvolvimento, para que os nossos clientes possam cumprir facilmente a legislação nacional utilizando as nossas soluções.

Como estão a crescer no mercado nacional e que novos desenvolvimentos são esperados para 2025?
No início de 2024, toda a equipa da txOne do Sul da Europa era constituída por duas pessoas em Itália. Durante 2025, continuaremos a expandir as nossas equipas para terminar este ano com cerca de 10 pessoas para apoiar o crescimento de clientes que estamos a experimentar atualmente.

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