Cibersegurança e InfoSec

Utilizadores de câmaras de vídeo “trabalham com uma falsa sensação” de cibersegurança

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Um estudo da Hanwha Vision Europe revela uma alarmante desconexão entre a confiança dos utilizadores na protecção dos seus sistemas de vídeo contra ciberataques e a falta de medidas básicas para os manter seguros.

O inquérito a mais de 1.000 gestores de TI e de segurança em toda a Europa mostra que a maioria (83%) dos gestores em Espanha afirma que os seus sistemas de segurança, incluindo os sistemas de videovigilância, estão protegidos ou altamente protegidos contra ciberataques.

No entanto, esta confiança parece não ter fundamento, uma vez que muitas destas organizações não estão a implementar medidas de segurança mínimas. Enquanto 38% alteram os nomes de utilizador e as palavras-passe das câmaras, apenas 8% garantem que os dispositivos têm um firmware actualizado. Apenas 6% limitam o acesso aos gravadores digitais de rede (NDR) e a outros dispositivos do seu sistema de segurança.

O estudo revela também uma preocupante falta de conhecimento da regulamentação em matéria de cibersegurança e das medidas de conformidade entre os responsáveis pela segurança digital nas organizações.

Enquanto 44% conhecem a Diretiva NIS 2 relativa à segurança das redes e dos sistemas de informação, apenas 29% conhecem a Lei da Ciber-resiliência (CRA), que entra em vigor em outubro de 2024.

Além disso, o estudo destaca uma baixa promoção das melhores práticas de cibersegurança a nível organizacional. Enquanto 41% das empresas espanholas promovem a utilização da autenticação multifactor, apenas 12% incentivam a utilização de palavras-passe fortes.

John Lutz Boorman, Diretor de Produto e Marketing da Hanwha Vision Europe, mostrou-se preocupado com a falta de implementação de medidas básicas de cibersegurança e sublinhou que os resultados da investigação devem ser um “alerta” para os utilizadores e para a indústria da segurança.

“Com o aumento dos ciberataques e os custos e impactos crescentes das violações de segurança, as organizações têm de passar das palavras à ação para reforçar a resiliência das suas redes de vídeo”, comentou Boorman.

“Como qualquer dispositivo IoT, uma câmara de vídeo desprotegida pode ser uma via de acesso fácil para os cibercriminosos, mas mesmo as medidas mais simples podem ajudar a fechar esse caminho”, acrescentou.

A pesquisa também descobriu que a falta de medidas para proteger as redes de vigilância por vídeo contra ataques cibernéticos não é exclusiva de nenhum setor em particular e é comum mesmo em setores de alto risco, como serviços financeiros, que têm experiência em crimes cibernéticos.

“Embora seja da responsabilidade dos utilizadores manterem as suas redes seguras, é também do interesse dos fabricantes e instaladores ajudá-los a garantir a resiliência do sistema. A indústria da segurança tem de fazer mais para os apoiar”, afirmou Boorman.

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