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STCP implementa sistema de segurança nos eléctricos

9 de Abril, 20253 Mins Read
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A STCP implementou um novo sistema de segurança de base tecnológica, tendo contado com o apoio do INEGI. O sistema de “homem-morto” é inovador para os eléctricos do Porto e permite monitorizar em andamento a capacidade física do guarda-freio para conduzir.

Em caso de desmaio ou incapacidade do guarda-freio para conduzir, o sistema imobiliza o carro. Tudo isto será implementado preservando a traça histórica dos veículos. Recorde-se que o acelerador do veículo é uma alavanca, não existindo um pedal, sendo que em caso de indisposição por parte do guarda-freio não é possível a desaceleração do veículo.

“Os sistemas de ‘homem-morto’ tradicionais, usados por exemplo nos comboios, obrigam o condutor a pressionar periodicamente num pedal ou num botão para sinalizar que está bem de saúde e capaz de conduzir. O que desenvolvemos vai além, ao monitorizar também a postura do guarda-freio”, explica José Barbosa, responsável técnico pelo projecto no INEGI, no seu site.

Através de um sistema de scanner 2D é detectada a incapacidade de o guarda-freio em se manter em pé ou numa posição de semi-sentado – posições em que habitualmente são conduzidos os eléctricos no Porto –, sendo imobilizado o veículo em segurança de forma automática. De três em três segundos o guarda-freio tem de tocar nos comandos. Em caso de não resposta, é emitido um aviso luminoso, posteriormente sonoro e, em última instância, é cortada a alimentação dos motores eléctricos e aplicado os freios do veículo.

O primeiro protótipo deste sistema já foi testado, com sucesso, num carro eléctrico em circulação. O próximo passo é robustecer a tecnologia e alargá-la aos restantes eléctricos da frota da STCP. O sistema é adaptado às especificidades de cada veículo, permitindo manter a sua traça histórica.

“O sistema de ‘homem-morto’ é um activo inestimável na segurança dos passageiros, guarda-freio e peões, bem como na preservação dos próprios eléctricos”, afirma José Barbosa.

Esta já não é a primeira parceria entre o INEGI e a STCP com vista à melhoria da segurança do material circulante. Há quase duas décadas, o Instituto desenvolveu e implementou freios de emergência em todos os históricos eléctricos.

O projecto serviu para implementar outras melhorias nos veículos, nomeadamente a introdução de alimentação eléctrica de 24V, possibilitando a implementação de sistemas eléctricos auxiliares, como o sistema de bilhética, piscas, iluminação, Wi-Fi e limpa pára-brisas.

“No Inverno, devido às condições meteorológicas adversas e à queda de folhas na via, há uma diminuição do atrito entre as rodas e o carril. O travão electromagnético implementado resolveu este problema ao travar directamente no carril sem utilizar as rodas”, recordou José Barbosa.

Em ambos os projectos, o maior desafio passa pela inclusão de tecnologia moderna em veículos históricos, preservando a sua traça histórica e mantendo inalteradas as suas características originais.

“Este foi um desafio complexo e único, uma vez que tivemos de criar uma solução à medida destes eléctricos, construídos há 100 anos e com uma carroçaria limitada em termos de espaço. Tudo isto sem alterar a sua traça”, reforça José Barbosa.

O projecto deverá estar concluído nos sete eléctricos até 2027, num investimento de 500.000 euros.

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