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Espanha divulga relatório sobre crimes de ódio

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Um relatório do Ministério do Interior de Espanha esclarece que os crimes por racismo/xenofobia foram os mais numerosos (804) e os relacionados com o antissemitismo foram os que mais cresceram (60,9%). O relatório inclui pela primeira vez os crimes de ódio por islamofobia (13), de acordo com as recomendações da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA).

As Forças e Corpos de Segurança do Estado investigaram em 2024 um total de 1.955 infracções penais e incidentes de ódio em Espanha, o que representa uma redução de 13,8% em relação a 2023, de acordo com o «Relatório sobre a evolução dos crimes e incidentes de ódio em Espanha 2024».

Os crimes de ódio por racismo e xenofobia, com 804 casos, são os mais numerosos, embora tenham diminuído 6% em relação ao ano anterior. Seguem-se os crimes de ódio cometidos no âmbito da orientação sexual e identidade de género (528 casos), enquanto em terceiro lugar se situam os crimes de discriminação por motivo de sexo/género (181 casos).

Como novidade, o relatório inclui pela primeira vez os crimes de ódio por islamofobia (13), de acordo com as recomendações da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA).

Em termos de variação interanual, as áreas que registaram um maior aumento são o antissemitismo, com um aumento de 60,9%, e a aporofobia (medo ou rejeição de pobres ou pobreza), com uma variação de mais 33,3%. Em contrapartida, os crimes de ódio relacionados com ideologia e antigitanismo sofreram uma diminuição de 58,2% e 51,3%, respectivamente.

No que diz respeito à tipologia criminal destes atos de ódio, destacam-se, em primeiro lugar, as lesões (385) e as ameaças (358), seguidas pela promoção da discriminação (217), o tratamento degradante (107) e os insultos (106).

Por comunidades autónomas, Navarra regista a maior taxa de crimes, infracções e incidentes de ódio por cada 100 000 habitantes (14), à frente do País Basco (10,8) e das cidades autónomas de Ceuta (8,4) e Melilla (8,1).

O relatório indica que as Forças de Segurança do Estado esclareceram em 2024 71,9% dos factos, quatro pontos a mais do que em 2023, e detiveram ou investigaram 905 pessoas, na sua maioria do sexo masculino (81,9%) e com idades compreendidas entre os 26 e os 40 anos, que representam 28,1% do total.

Os principais afectados por este tipo de crimes são pessoas do sexo masculino (59,9%), enquanto o grupo etário mais afectado é o compreendido entre os 26 e os 40 anos (34,7%). Os menores de idade constituem 12,8% do total de vitimizações.

Quanto à distribuição das vítimas por nacionalidade, o primeiro lugar é ocupado pelas espanholas, com 60,1% do total de vitimizações registadas. Entre as vítimas de nacionalidade estrangeira, as provenientes de Marrocos registam o número mais elevado (8,8%), à frente da Colômbia (5,3%).

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