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Banco de Portugal divulgou relatório para cibersegurança e resiliência operacional

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A cibersegurança e a resiliência operacional das entidades que actuam no sector bancário são essenciais para assegurar a prestação de serviços financeiros e promover o bom funcionamento das funções económicas chave. O Banco de Portugal divulgou o relatório e o plano de actividades do Fórum com a Indústria para a Cibersegurança e Resiliência Operacional (FICRO).

Constituído em 2020, o FICRO é uma estrutura consultiva do Banco de Portugal que reúne representantes do sector bancário, da entidade que opera, em nome do Banco de Portugal, o Sistema de Compensação Interbancária (SICOI) e da autoridade nacional de cibersegurança, com o objectivo de reforçar a resiliência operacional do sistema financeiro português.

O relatório faz um balanço das iniciativas desenvolvidas em 2024, nomeadamente:

  • a conclusão do segundo teste de cibersegurança avançada TIBER-PT, realizado no âmbito do quadro de referência definido para as instituições de crédito em Portugal, publicado em Maio de 2022 e revisto em 2024, a prossecução de outros três testes TIBER-PT, a concluir em 2025, e o início de mais dois testes já no final do ano;
  • o início do alargamento, a novos membros, da plataforma e do fórum do CIISI-PT, o centro para partilha e análise de informação sobre ameaças de cibersegurança do sector bancário, criado em Setembro de 2023;
  • a finalização do teste de esforço de supervisão sobre resiliência operacional financeira, cujos resultados foram divulgados no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal de Novembro de 2024.

O plano de actividades para 2025 prevê a revisão do mandato do FICRO e o desenvolvimento de duas novas iniciativas:

  • a regulamentação dos arquivos seguros de informação em repouso, contribuindo para a segurança, a resiliência e a agilidade das estratégias de recuperação tecnológica das instituições financeiras;
  • o estabelecimento de termos de referência para a cooperação entre entidades e com as autoridades em caso de incidente severo e sistémico.

“A estreita cooperação e diálogo entre os diversos intervenientes no sistema financeiro é fundamental, na medida em que estes estão cada vez mais interligados entre si, enfrentam as mesmas ou semelhantes ameaças externas, e têm um objectivo comum que serve o interesse público”, destaca o Administrador do Banco de Portugal Rui Pinto, que preside ao FICRO, no editorial do relatório. Poderá consultar estas e outras informações sobre o FICRO no separador dedicado.

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