O mercado de videovigilância na Península Ibérica, e particularmente em Portugal, vive um momento de forte dinamismo, impulsionado por sectores estratégicos como transportes, data centers, instituições financeiras, smart cities e o segmento residencial de alta gama. A Hanwha Vision, que aposta em inovação tecnológica, IA, soluções cloud, videovigilância para responder às novas exigências do sector. Com lançamentos importantes como o processador Wisenet 9 e aplicações especializadas por indústria, a empresa posiciona-se como parceira estratégica na transformação digital das organizações. Em entrevista à Security Magazine, José Romero, general manager Espanha e Portugal da Hanwha Vision, explica que para 2025, a estratégia em Portugal passa pelo reforço da marca, o apoio próximo a parceiros locais e a introdução de soluções capazes de elevar a videovigilância a novos patamares de desempenho e utilidade.
Security Magazine – Como caracterizaria o estado actual do mercado de videovigilância na Península Ibérica, e em particular em Portugal?
José Romero – Observamos um mercado activo e dinâmico, especialmente em alguns segmentos verticais. Verifica-se ainda uma grande base instalada de soluções analógicas que aguarda actualização. Esse dinamismo reflete-se no elevado número de fabricantes e distribuidores especializados actualmente presentes no mercado.
Que sectores estão a impulsionar mais o crescimento em Portugal?
No nosso caso, observamos uma actividade interessante nos segmentos de transportes, data centers, instituições financeiras e smart cities. Verificamos também uma forte procura no segmento Residencial de Alta Gama, muito sensibilizado com a segurança pessoal.
Quais são, neste momento, as tecnologias mais disruptivas do portefólio da Hanwha Vision?
Destacaria sem dúvida o novo lançamento do Wisenet 9, o novo SoC da Hanwha Vision incorporado nas câmaras de 2.ª Geração da Série X. Este conta com duas unidades de processamento neural (NPUs): uma dedicada ao processamento de imagem e outra responsável pela detecção de objectos e analítica avançada. Esta abordagem de dupla NPU permite que a qualidade de imagem e a analítica operem de forma independente, garantindo o máximo desempenho sem interferências. Esta nova gama inclui ainda máscara dinâmica de privacidade em todos os seus modelos.
Em que se diferencia a Hanwha da concorrência em termos de inovação tecnológica?
A Hanwha Vision é sinónimo de inovação. Actualmente, estamos a trabalhar e a investir nas que acreditamos serem as principais tendências do sector de videovigilância, sempre com a perspectiva de fornecedor global de soluções de visão. Estas tendências incluem: Inteligência Artificial, Soluções Cloud, soluções embebidas nas câmaras (simplificando os sistemas: vídeo, gravação, IA/metadados e conectividade cloud num só ponto) e sustentabilidade.
Há uma aposta clara em soluções baseadas na cloud e no edge computing. Como está a Hanwha a posicionar-se nestas áreas?
As soluções (e serviços) baseadas na cloud já são uma realidade no portefólio da Hanwha Vision nos Estados Unidos, com aplicações de gestão de vídeo e dados. Num futuro próximo, estas soluções estarão também disponíveis na Europa.
Que papel desempenha a cibersegurança no desenvolvimento dos vossos produtos e como garantem a protecção dos dados recolhidos?
Com a cibersegurança sempre como prioridade máxima, a Hanwha Vision compromete-se a conceber, desenvolver e fabricar produtos e soluções que sejam ciberseguros, que protejam a informação sensível dos utilizadores e que cumpram as normas e regulamentos internacionais de proteção de dados. Um exemplo disso é novamente o Wisenet 9, que melhora significativamente a protecção de ponta a ponta, com base na sólida base de segurança já implementada no Wisenet O Wisenet 9 herda funções essenciais como armazenamento seguro, sistema operativo seguro e arranque seguro, protegendo os dados críticos do chipset e impedindo a execução não autorizada de software. Além disso, a inclusão do padrão FIPS 140-3 Nível 3 eleva a segurança a um nível excepcional.
Como está a Inteligência Artificial a transformar o sector da videovigilância e que aplicações concretas já estão a ser utilizadas em projectos reais?
Trata-se, sem dúvida, de um grande salto qualitativo, que está a permitir um uso muito mais eficiente das soluções de videovigilância: detecção e classificação de objectos, pesquisas eficazes e rápidas de eventos (de forma forense), alarmes reais combinados com analítica de vídeo, metadados… Tudo isto permite ainda que o vídeo seja utilizado para além da segurança, fornecendo informação valiosa que ajuda a resolver pontos críticos dos clientes.
Qual é a importância estratégica de Portugal dentro da operação ibérica da Hanwha Vision?
Consideramos Portugal um mercado estratégico para o desenvolvimento da nossa estratégia de crescimento na Península Ibérica.
Estamos a investir em profissionais capazes de desenvolver o negócio da Hanwha, ao nível da especificação técnica, e que, simultaneamente, possam oferecer suporte local e directo aos nossos parceiros – sejam eles do canal de distribuição, integradores ou developers.
Como vê o futuro do sector da videovigilância nos próximos 5 a 10 anos?
A videovigilância irá actuar para além da segurança, ajudando as empresas a tomar decisões em várias áreas da sua actividade e melhorando a sua eficiência operacional. A cibersegurança será fundamental, tal como as soluções na cloud e a inteligência artificial, da qual se esperam muitos avanços inovadores a curto prazo.
Qual é a vossa aposta para Portugal este ano?
Em primeiro lugar, reforçar o conhecimento da marca.
Já operamos há muitos anos no mercado português, mas estamos conscientes de que ainda existe um grande desconhecimento sobre aquilo que a Hanwha Vision pode oferecer em termos de videovigilância. A partir daí, pretendemos consolidar uma base de oportunidades de negócio sustentada na colaboração com os nossos parceiros (integradores, empresas de engenharia, developers e distribuidores).
Que novidades destacaria em termos de lançamentos para o mercado em 2025?
Para além do já mencionado SoC Wisenet 9, destaco:
- A nova solução Bullet de 26MP (TNO-A2681), com óptica varifocal 55~250mm e Inteligência Artificial
- A inovadora Câmara Leitora de Códigos de Barras (BCR), que combina reconhecimento de códigos de barras com Inteligência Artificial e captação de vídeo num só dispositivo, fornecendo dados de códigos e vídeo em tempo real
- As aplicações Hanwha Vision AI Pack, com Inteligência Artificial – analíticas especializadas por sectores para transformar o sistema de videovigilância numa poderosa fonte de informação e controlo. Actualmente, temos aplicações para o sector do retalho, para cidades inteligentes e para fábricas









