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Aveiro vai avançar com videovigilância

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A Câmara de Aveiro confirmou que vai avançar com um projecto de videovigilância, assegurando, no entanto, que a cidade não se transformará num “Big Brother”. A garantia foi dada pelo presidente do município, Luís Souto Miranda, durante a reunião pública da autarquia realizada na sexta-feira, 2 de Janeiro.

“A Câmara de Aveiro vai investir na videovigilância, isso não há a menor dúvida. Mas não vamos colocar câmaras por todo o lado nem exagerar”, afirmou o autarca.

A declaração surge na sequência de um pedido do vereador, Diogo Machado, que defendeu a inclusão de um projecto de videovigilância nas Grandes Opções do Plano e Orçamento de 2026, com dotação própria, calendário de execução e responsabilidade política da Câmara.

Processo já iniciado e locais prioritários

Souto Miranda explicou que o processo de videovigilância já tinha sido iniciado pelo executivo anterior e que o tema foi discutido em Dezembro com o novo comandante distrital da PSP. Durante a reunião, foram identificados locais prioritários para a instalação das câmaras, embora o autarca tenha destacado que Aveiro continua a ser uma cidade tranquila, sem sinais de criminalidade organizada ou violenta descontrolada.

Por sua vez, Diogo Machado justificou a necessidade do investimento apontando para actos de vandalismo e assaltos ocorridos desde 2024, sobretudo no centro urbano e na Avenida Lourenço Peixinho. O vereador citou exemplos de outras cidades de dimensão semelhante que avançaram com sistemas de videovigilância, garantindo que a segurança foi reforçada sem comprometer a liberdade dos cidadãos.

O projecto sugerido por Machado prevê um investimento entre 700 mil euros e 1 milhão de euros, com cerca de 200 câmaras distribuídas pelo concelho, valor considerado compatível com o orçamento municipal para 2026.

Experiências de outras cidades

A tendência pela videovigilância urbana já se verifica noutros municípios.

Em Moura, a Câmara aguarda a assinatura de um protocolo com a PSP para instalar 12 câmaras em zonas identificadas como problemáticas.

Em Abrantes, o município e a PSP preparam um novo acordo para colocar câmaras em áreas do centro histórico, como o Jardim da República, o Castelo e o Parque Urbano de São Lourenço.

No Porto, a manutenção das câmaras já instaladas, bem como de 117 novas unidades colocadas no final de 2025, será novamente gerida pela empresa Soltráfego, pelo montante de 719 mil euros (mais IVA). As câmaras cobrem tanto a zona oriental da cidade (Paranhos, Campanhã, Asprela, Terminal Intermodal e Estádio do Dragão) como a zona ocidental (Foz, Pasteleira, Pinheiro Torres e Marechal Gomes da Costa).

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