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IFMA identifica 10 cenários de risco que mais ameaçam a cibersegurança dos edifícios

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A International Facility Management Association (IFMA), associação mundial de profissionais de gestão de instalações, publicou um estudo que identifica os principais riscos digitais enfrentados pelo sector. O relatório, intitulado “Brechas de cibersegurança na administração de instalações”, baseia-se em 372 inquéritos realizados a gestores de instalações de mais de 100 países, tornando-o o mais amplo estudo global do género.

O estudo, conduzido pela Erika Pärn e Jeffrey Saunders, analisou como a preparação interna, as pressões externas e as barreiras organizacionais influenciam a probabilidade de incidentes de cibersegurança em sistemas de gestão de edifícios. A investigação identificou dez configurações de vulnerabilidade que conduzem frequentemente a falhas de segurança, considerando factores como preparação operacional, solidez financeira, turbulência tecnológica e barreiras legais e de conhecimento.

Perfis de risco em cibersegurança

Entre os dez cenários, estão organizações que vão desde altamente vulneráveis até modelos robustos de protecção. Os perfis de maior risco incluem entidades sem preparação interna que dependem de pressões externas do mercado ou da tecnologia, como o “minimalista sem preparação”, o “reactor impulsionado pelo mercado”, o “focado na tecnologia” e a “panela de pressão externa”.

Em níveis intermédios encontram-se organizações com algumas fortalezas, seja financeira, operacional ou em cibersegurança, mas sem uma abordagem equilibrada. Por outro lado, os modelos mais resilientes combinam preparação operacional, cibersegurança, capacidade financeira e atenção ao ambiente, destacando-se o “defensor integral” como o perfil mais seguro.

Um dos principais achados revela que a preparação interna, especialmente em cibersegurança e operações, reduz muito mais o risco do que as pressões externas. Organizações com políticas claras, formação periódica e sistemas robustos registam significativamente menos incidentes, mesmo em contextos de elevada complexidade tecnológica.

O relatório sublinha também que barreiras organizacionais e de conhecimento, como falta de formação especializada, má coordenação interna ou alocação insuficiente de recursos, aumentam a exposição a ataques. Além disso, a percepção sobre a criticidade de activos, nomeadamente sistemas financeiros e de TI, influencia os investimentos em cibersegurança, mas só é eficaz quando acompanhada de uma preparação interna adequada.

Estratégias recomendadas pela IFMA

O estudo propõe quatro linhas de acção estratégicas:

  • Priorizar a investimento em sistemas internos — reforçar a preparação operacional e capacidades de cibersegurança.
  • Avaliar periodicamente a criticidade dos activos, com foco em infraestrutura de TI e sistemas financeiros, para alocar recursos de forma adequada.
  • Responder proactivamente às pressões externas, como dinamismo do mercado e avanços tecnológicos, ajustando estratégias de proteção.
  • Adoptar uma abordagem integral de cibersegurança, combinando preparação interna, vigilância do ambiente e priorização de activos, para criar uma defesa holística contra ataques.

Um sector cada vez mais digitalizado

O relatório da IFMA ganha especial relevância no contexto da digitalização dos edifícios, com crescente uso de IoT e convergência entre tecnologias IT e OT, que aumentam a superfície de ataque em infraestruturas críticas.

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