Historicamente, a criação de um número de socorro em Portugal remonta a 13 de Outubro de 1965, com a disponibilização do primeiro número nacional de socorro (115), cuja gestão coube desde logo à Polícia de Segurança Pública (PSP) e que se mantém até à actualidade. Portugal foi um dos primeiros países da Europa a disponibilizar aos seus cidadãos um serviço de accionamento de meios de emergência por intermédio de um contacto telefónico dedicado, curto e de fácil memorização.
O serviço 112 português compreende o Centro de Coordenação Nacional e quatro Centros Operacionais (Norte, Sul, Açores e Madeira), que integram a Direcção Nacional da PSP. Os Centros Operacionais garantem o atendimento regional das chamadas 112, efectuando a triagem e o encaminhamento da informação para a entidade com responsabilidade na sua resolução, nomeadamente as Forças de Segurança, o INEM, a ANEPC ou a Autoridade Marítima.
Em 2025, o serviço 112 recebeu 5 416 444 chamadas, uma média de 451 370 por mês e 14 840 por dia, as quais foram atendidas numa janela temporal média de aproximadamente 11 segundos.
Das chamadas recebidas, 78% (4 210 761) foram atendidas, ao passo que os restantes 22%, referentes a chamadas abandonadas (1 205 683), correspondem tanto a chamadas abandonadas por quem liga para o 112 antes de serem atendidas pelo operador, como a “toques” fortuitos (pocket calls).
Destes contactos, 1 432 980 foram registados como emergências, correspondendo à prestação de socorro em 119 415 ocorrências por mês e 3 926 por dia.
Foram ainda registadas 2 777 781 chamadas indevidas, o que corresponde a cerca de 66% do total de chamadas.
A tendência ao nível das principais causas de contacto manteve-se, tendo-se registado que a grande maioria das chamadas, cerca de 85% (1 220 509) do total de emergências registadas, visaram solicitar apoio em situações de doença ou trauma com risco de vida ou necessidade imediata de assistência médica. Seguem-se os alertas para crimes em curso ou que acabaram de ocorrer no momento da chamada (77 033 chamadas), a sinistralidade rodoviária emergente (56 513 chamadas) e os incêndios graves (31 662 chamadas) como principais motivos de contacto para o serviço 112.
Constituem emergências a reportar através do 112 as situações que envolvam:
- pessoas em risco de vida ou com necessidade imediata de assistência médica;
- crimes a decorrer ou que acabaram de acontecer no momento da chamada;
- incidentes graves, como inundações, aluimentos, incêndios florestais ou acidentes rodoviários com feridos ou que impliquem risco para a circulação;
- descoberta de crianças e idosos perdidos, nomeadamente aderentes aos programas da PSP “Estou Aqui Crianças” e “Estou Aqui Adultos”, para comunicação da sua localização e do número da pulseira.









