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SIRESP reforça capacitação operacional em Leiria para melhorar resposta a emergências

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Mais de 100 profissionais participam numa formação intensiva sobre a operação e gestão da rede TETRA SIRESP

Mais de uma centena de profissionais iniciaram, em Leiria, uma formação de quatro dias dedicada à utilização e operação do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP). A iniciativa integra o plano nacional de capacitação da comunidade de utilizadores da rede TETRA SIRESP e pretende reforçar a capacidade de resposta em situações de emergência e crise.

A formação procura dotar os utilizadores de conhecimentos e competências práticas que permitam uma utilização mais eficiente, robusta e segura dos terminais e sistemas de comunicação em cenários operacionais complexos.

O objetivo passa também por reduzir falhas de utilização e otimizar a resposta das entidades que recorrem à rede, incluindo Forças e Serviços de Segurança, Proteção Civil, bombeiros, autarquias, emergência médica e outras estruturas do Estado.

Rede abrange 16 municípios

No distrito de Leiria, a rede SIRESP está presente nos 16 municípios, contando atualmente com cerca de 230 terminais. Está também em curso a expansão da rede a mais de 100 juntas de freguesia, com o objetivo de reforçar a cobertura e a capacidade de articulação territorial.

O distrito dispõe ainda de três Centros de Despacho, equipados com um total de 11 Consolas de Despacho.

A formação decorre presencialmente e combina uma componente teórica, dedicada aos conceitos fundamentais da rede TETRA SIRESP, com uma vertente prática centrada na utilização dos terminais e das Consolas de Despacho.

A metodologia privilegia o saber-fazer, através de prática acompanhada e exercícios baseados em diferentes cenários operacionais.

Formação baseada na experiência operacional

O plano nacional de capacitação foi desenvolvido a partir de necessidades identificadas na sequência da análise de diversos eventos operacionais complexos e de grande dimensão.

A formação pretende garantir que os profissionais conhecem as funcionalidades da rede e conseguem utilizá-las de forma adequada em situações de elevada exigência, contribuindo para minimizar falhas de comunicação e melhorar a resposta perante fenómenos extremos e cenários de crise.

As acções abrangem quatro grupos principais: operacionais e agentes no terreno; elementos de comando e coordenação; novos utilizadores integrados nas organizações que utilizam a rede; e operadores dos Centros de Despacho e gestores interagência.

Estes últimos assumem um papel particularmente relevante na gestão de recursos, Consolas de Despacho e permissões, bem como na articulação das comunicações entre diferentes entidades, assegurando a interoperabilidade.

Mais de 300 formandos em acções anteriores

Antes de Leiria, o programa já passou por Castelo Branco, Arganil, Entroncamento, Coimbra e Figueira da Foz, tendo abrangido mais de 300 formandos.

No conjunto do plano nacional, a formação deverá chegar a mais de 500 operacionais até ao final de agosto. Até agora, participaram nas ações profissionais de 20 câmaras municipais e 150 juntas de freguesia.

Na ação que decorre em Leiria participam, entre outros, representantes de 44 câmaras municipais, 17 juntas de freguesia, seis elementos da PSP, quatro da GNR, 13 corporações de bombeiros, três estabelecimentos prisionais, duas estruturas da Cruz Vermelha Portuguesa e cinco serviços do INEM.

Capacitação acompanha modernização do SIRESP

A iniciativa integra-se num programa mais abrangente de investimento na modernização da rede SIRESP, que inclui o reforço da autonomia energética, cobertura, redundância, transmissão e capacidade tecnológica da infraestrutura.

O processo pretende igualmente aumentar a capacidade de resposta perante cenários de crise e acompanhar a evolução tecnológica das comunicações críticas, reforçando os níveis de segurança, robustez e disponibilidade de uma infraestrutura considerada estratégica para a resposta nacional a emergências.

A capacitação dos utilizadores surge, assim, como uma componente complementar ao investimento tecnológico, procurando garantir que a evolução da infraestrutura é acompanhada pelo conhecimento e preparação dos profissionais que diariamente dependem da rede para assegurar comunicações críticas em situações de emergência.

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