A CyberInspect – Cyber Risk Analysis, S.A. vai desenvolver uma nova geração da sua plataforma de cibersegurança, através do projecto CyberInspect 2.0, uma iniciativa que pretende aplicar Inteligência Artificial autónoma à identificação, gestão e mitigação de riscos digitais nas pequenas e médias empresas.
O projecto aposta no desenvolvimento de quatro módulos inovadores baseados em Agentic AI, com o objectivo de automatizar diferentes etapas do processo de cibersegurança e reduzir a complexidade técnica associada à protecção das organizações.
Com início previsto para 1 de Junho de 2026 e conclusão a 31 de Maio de 2028, o projecto enquadra-se na dimensão Resiliência, na componente Investimento e Inovação e no investimento dedicado à Inovação Empresarial.
Testes de segurança autónomos
Um dos módulos previstos será um sistema de testes autónomos de segurança, concebido para utilizar agentes de Inteligência Artificial e ferramentas open source através do protocolo MCP (Model Context Protocol).
A solução deverá permitir identificar automaticamente vulnerabilidades nas infra-estruturas das empresas, reduzindo a necessidade de intervenção manual e tornando este tipo de avaliação mais acessível às PME.
A utilização de agentes de IA permitirá que diferentes tarefas de análise sejam executadas de forma autónoma, procurando identificar riscos e produzir diagnósticos sobre o nível de exposição das organizações.
Da identificação à remediação
O projecto prevê também o desenvolvimento do sistema multi-agente E2RA, destinado à remediação autónoma das vulnerabilidades identificadas.
A tecnologia deverá transformar os resultados técnicos dos diagnósticos em planos de acção executáveis, facilitando a passagem da identificação de um problema para a sua correcção.
Esta abordagem pretende ultrapassar uma das dificuldades comuns na gestão da cibersegurança: a existência de informação técnica sobre vulnerabilidades sem que as organizações disponham dos recursos ou conhecimentos necessários para definir e executar rapidamente as medidas correctivas.
Gestão inteligente do risco de terceiros
Outro dos módulos será dedicado à gestão do risco associado a fornecedores e cadeias de abastecimento.
O sistema TPRM (Third-Party Risk Management) inteligente pretende apoiar as empresas na avaliação e acompanhamento dos riscos relacionados com terceiros, tendo em consideração requisitos regulamentares associados, entre outros, às directivas NIS2 e DORA.
A solução deverá permitir uma abordagem mais automatizada à análise do risco dos parceiros e fornecedores, área que ganhou importância à medida que as organizações dependem de redes cada vez mais extensas de prestadores de serviços e tecnologias externas.
Scoring preditivo do risco digital
O quarto módulo será dedicado à análise contínua do risco digital das empresas, através de um sistema de scoring preditivo.
Em vez de realizar avaliações pontuais, a plataforma pretende acompanhar de forma contínua a exposição digital das organizações e produzir uma classificação de risco que permita identificar tendências e antecipar potenciais problemas.
Esta capacidade poderá ajudar as empresas a definir prioridades de segurança e a concentrar recursos nas áreas que apresentem maior risco.
Democratizar a cibersegurança
O CyberInspect 2.0 tem como uma das principais ambições democratizar o acesso à cibersegurança nas PME, através da automatização de tarefas que tradicionalmente exigem conhecimentos especializados e recursos técnicos significativos.
A utilização de agentes de Inteligência Artificial procura, assim, tornar os processos de avaliação, diagnóstico, remediação e monitorização mais rápidos e acessíveis.
Segundo a descrição do projecto, a iniciativa pretende contribuir para posicionar Portugal como uma referência em cibersegurança para PME, através do desenvolvimento de tecnologias orientadas para uma protecção digital mais automatizada.
1,26 milhões de euros de financiamento
O projecto representa um investimento total de 1,26 milhões de euros, correspondente na totalidade a financiamento não reembolsável. De acordo com os dados disponibilizados no portal da Transparência, não tinha ainda sido efectuado qualquer pagamento à data da informação consultada.
A CyberInspect – Cyber Risk Analysis, S.A. é a entidade beneficiária do projecto, sendo o Banco Português de Fomento, S.A. identificado como beneficiário intermediário.
Com o código de operação 01/C05-i14.01/2025.P28286, o CyberInspect 2.0 integra o investimento em Inovação Empresarial e pretende levar a Inteligência Artificial autónoma para várias etapas da gestão de cibersegurança, desde a descoberta de vulnerabilidades até à sua remediação e monitorização contínua.








