Prosegur faz mudanças na estrutura depois de ciber ataque de 2019

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A Prosegur, empresa de segurança, avançou com mudanças na sua estrutura em Espanha depois do acontecimento de cibersegurança do ano passado. Segundo a imprensa espanhola, a empresa “decidiu demitir os principais funcionários da Cipher”, subsidiária do grupo responsável pelos serviços de cibersegurança e uma das mais recentes apostas do grupo a nível global.

De acordo com o divulgado pela imprensa espanhola, houve uma demissão do presidente e do director de operações da Cipher, motivado pelo ciber ataque aos seus servidores no final de Novembro de 2019.

Como aponta, esta decisão surge “depois de uma tensa reunião do comité de direcção na qual foi colocada em cima da mesa a investigação interna do incidente de segurança informática que obrigou a fechar todas as contas da Prosegur e restringir qualquer comunicação com os seus clientes como medida de prevenção”.

Na altura a empresa comunicou com os seus clientes através da rede social Twitter a situação, afirmando que estava a realizar todos os esforços para evitar, controlar e eliminar a propagação do ransomware Ruyk.

A Cipher foi comprada pela Prosegur no final de 2018, tendo o processo de aquisição sido concluído em Fevereiro de 2019. A empresa brasileira foi criada no ano 2000 e oferece serviços como Managed Detection and Response, Managed Security Services, Cyber Intelligence Services, Red Team Services, Governance, Risk and COmpliance and Cybersecurity Technology Integration. A empresa conta com um laboratório de investigação e desenvolvimento de soluções para a área da cibersegurança e conta com cinco SOCs em funcionamento.

A empresa tem capacidade para monitorizar mais de bilião de eventos por dia e proteger mais de dois milhões de clientes, gerir mais de 200.00 activos e analisar mais de 10.000 ameaças diárias.