Fundada em 1927 e, desde 1997, subsidiária da Philip Morris International (PMI) em Portugal, a Tabaqueira é a maior empresa de tabaco a nível nacional e uma das maiores empresas do país. Localizada em Sintra, a empresa emprega actualmente cerca de 1.500 trabalhadores, é uma das principais empresas exportadoras nacionais e um dos principais centros de produção europeus da PMI. As instalações nacionais são sede de Centros de Excelência PMI, prestando apoio a outras fábricas e subsidiárias do grupo em áreas de competência transversal. A fábrica da Tabaqueira é também sede da PMI LEAF, que suporta as compras de tabaco e as boas práticas de agricultura na Europa, Médio Oriente e África. A Security Magazine falou com Ana Repas, Security & Market Safety Manager da Tabaqueira.
Security Magazine – Olhando para a actual realidade da empresa, o que podemos encontrar em termos produção, número de colaboradores, exportação, dimensão, vendas? Qual a importância da unidade portuguesa dentro do grupo PMI e a nível europeu? Que inovações têm vindo a ser introduzidas na empresa no sentido da sua transformação e adaptação às novas linhas de negócio e desafios do mercado actual?
Ana Repas – A Tabaqueira é uma empresa quase centenária, fundada em 1927. Desde 1997 é subsidiária da Philip Morris International (PMI) em Portugal.
Actualmente, é uma das maiores empresas do sector no país e um dos principais centros de produção do grupo, além de sede de departamentos e posições globais da PMI, tais como o Leaf, que apoia as boas práticas agrícolas na Europa, Médio-Oriente e África, ou o IT Hub, que desenvolve aplicações de software para vários mercados internacionais.
Localizada em Sintra, o segundo município mais populoso de Portugal, a Tabaqueira é um dos maiores empregadores do concelho, empregando cerca de 1.500 trabalhadores, e uma empresa estruturante para a economia local.
Em 2023, o Grupo Tabaqueira/PMI exportou 89% da sua produção, afirmando-se como um dos maiores exportadores nacionais (no TOP10).
Em transformação, a Philip Morris International e a Tabaqueira colocaram a sustentabilidade no centro do seu negócio e assumiram o compromisso de minimizar as externalidades negativas associadas aos seus produtos, operações e cadeias de valor. Tal passa por responder aos impactos sociais e ambientais dos seus produtos e das suas operações.
Como avalia a importância que a segurança assume num negócio com estas características, dimensão e actividade? Considera que a mesma é parte integrante e essencial do negócio?
A segurança é um requisito fundamental para as organizações. Um ambiente de trabalho seguro gera confiança, promove segurança psicológica, produtividade, inovação e retenção de talento.
É parte integrante do nosso negócio a protecção das nossas pessoas, instalações, locais de trabalho e do nosso produto, contra ameaças, eventos e comportamentos que possam colocar a vida das pessoas em perigo, causar danos a propriedades, activos, ao meio ambiente ou resultar na disrupção da nossa actividade.
Se olharmos para perfil industrial em particular é ainda relevante a necessidade de assegurar o cumprimento de todas as normas em matéria de segurança e protecção definidas pelas autoridades.
Observando a organização da Tabaqueira, onde se encontra o departamento de segurança dentro da sua estrutura e quando é que o mesmo foi criado?
O departamento de Security existe há vários anos na empresa, tendo atravessado reestruturações de acordo com as necessidades do negócio. Neste momento a empresa tem o departamento de Security & Market Safety, cuja estrutura responde a uma função global e está integrado no cluster de Espanha, França, UK e Portugal, o que permite uma forte colaboração na partilha de boas práticas e suporte na resposta a emergência e crise.
Este departamento assegura a implementação local de standards, procedimentos e programas de Security, Market e Fleet Safety e Sustentabilidade, que derivam da orientação da equipa central, sendo depois ajustados e implementados de acordo com as especificidades do mercado em Portugal, que têm a ver com o ambiente envolvente, a exposição ao risco e a natureza do negócio, no nosso caso temos uma fábrica em Sintra, escritórios, lojas e frota comercial espalhados por todo o país.
Quais são as principais preocupações e funções do departamento de segurança da Tabaqueira? Onde começa e terminam as suas responsabilidades?
As funções do departamento consistem na protecção de pessoas, produtos e instalações da empresa onde operamos, em assegurar as questões de saúde e segurança dos trabalhadores nos escritórios, lojas e na operação de toda a equipa comercial, distribuída pelas diferentes regiões do país, e ainda assegurar a devida resposta nas emergências que possam ameaçar pessoas, causar danos ou criar disrupção nas operações da empresa. Se olharmos com mais detalhe para a função de Security, identificamos quatro pilares estruturais que são a gestão de incidentes, protecção de pessoas, protecção do produto e a protecção das instalações e locais de trabalho, em que todos eles estão interligados.
A gestão de incidentes consiste no reporte e investigação dos incidentes, suspeitos ou confirmados, e o devido escalamento interno na organização, bem como a análise da causa raiz e a implementação das acções correctivas que evitem a recorrência de incidentes semelhantes.
A protecção de pessoas consiste na implementação de medidas que protegem os nossos trabalhadores durante as viagens de negócio ou noutros eventos, dando resposta a ameaças actuais e emergentes.
Por outro lado, a temos na nossa responsabilidade a protecção do produto contra perdas ou furtos, em todo o seu percurso desde a produção, passando pelo armazenamento, transporte até à entrega final, sempre com a orientação baseada no risco.
E, por último, a protecção das instalações e dos locais de trabalho, cujo objectivo consiste em minimizar o impacto de ameaças internas ou externas, através da implementação de procedimentos operacionais junto da equipa de vigilância, assim como de standards de protecção física e tecnológica nas instalações da empresa.
Em termos de investimentos, por onde tem passado a aposta em termos da Tabaqueira naquilo que diz respeito à sua segurança – security? Que projectos importantes já desenvolveram ou estão previstos que contemplem esta área?
A empresa tem feito ao longo dos vários anos, diversos investimentos na tecnologia ligada ao controlo de acessos e intrusão nas instalações da empresa assim como sistemas de videovigilância.
Como olha para a realidade futura da segurança dentro da Tabaqueira? O reforço da aposta nesta área será para continuar?
Num mundo em constante volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade (VUCA) a função de security é cada vez mais relevante no sentido de suportar o negócio a atingir os seus objetivos, garantindo a menor disrupção possível, nas situações de crise, como foi o exemplo da rápida escalada da pandemia COVID-19, ou dos fenómenos extremos que as alterações climáticas estão cada vez a trazer com mais regularidade, fenómenos adversos súbitos apostando na otimização da nossa capacidade de resposta às diversas situações.









