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Exército Português tem dois projectos com recurso a 4G e 5G

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O Exército Português anunciou, durante a conferência da ANACOM sobre 5G, que está a preparar dois projectos para modernizar as suas comunicações com integração das redes 4G e 5G nas operações de apoio civil e segurança militar.
Na conferência da ANACOM dedicada ao 5G em Acção, o Tenente-Coronel Ângelo Silva, chefe da repartição de comunicações da Dirceção de Comunicações e Informação do Exército, apresentou os dois projectos que contam com financiamento garantido e implementação prevista nos próximos 18 meses, estas iniciativas reforçam a segurança e eficiência operacional e abrem caminho para a autonomia tecnológica em missões críticas.
Segundo a informação divulgada pelo Portal 5G, o primeiro projecto foi dedicado às Operações de Apoio Civil, uma das mais importantes missões do Exército. Para lidar com desastres e emergências, o Exército irá adquirir duas “bolhas” tácticas: uma versão portátil, transportável por um militar a pé, e outra instalada em veículos atrelados a geradores.
As bolhas operam como redes privadas 4G e 5G (actualmente disponível apenas na versão de veículo atrelado) e têm como função assegurar comunicações robustas, fundamentais para o comando e controlo em cenários adversos. Para além de serem desenhadas para resistir a condições extremas, estas bolhas terão sistemas integrados que suportam serviços de chamadas de voz, vídeo, dados móveis e geolocalização, promovendo a coordenação em operações de grande escala. Para garantir a operação contínua, as soluções energéticas incluem baterias recarregáveis e geradores de energia.
O segundo projecto incide sobre a Segurança das Unidades Militares, utilizando o 5G como pilar central. O Exército iniciou a implementação de células macro e micro 5G, em colaboração com operadores nacionais, contando também com apoio financeiro e técnico do PRR e da AMA, respectivamente. Este sistema reforça a vigilância e a protecção de infraestruturas críticas com uma abordagem inovadora que integra sensores, câmaras de videovigilância e drones.
Os sensores são distribuídos pelo perímetro das unidades e conectados a uma consola central que permite realizar acções de monitorização em tempo real. Na prática, quando uma intrusão é detectada, os militares podem visualizar a área e activar um drone para investigar o local antes de enviar uma equipa de resposta. Estas unidades autónomas de vigilância aérea são equipadas com docking stations para carregamento automático, permitindo realizar operações contínuas.
Além de reduzir os custos operacionais e melhorar a segurança, esta tecnologia oferece vantagens como a monitorização de áreas de difícil acesso e tem capacidade para realizar análise prévia de ameaças, garantindo que as equipas no terreno estão devidamente preparadas.

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