O INEGI faz parte de um consórcio que está a desenvolver uma cadeira de escritório sensorizada, capaz de prevenir o aparecimento de lesões músculo-esquelécticas. Através de uma tecnologia que recolhe informações em tempo real sobre a postura e nível de sedentarismo será possível perceber a situação.
Segundo a informação divulgada pelo INEGI no seu site, a cadeira também terá sensores para avaliar a temperatura, humidade e qualidade do ar do ambiente de trabalho. Cabe ao INEGI definir os requisitos do produto e os parâmetros de risco que servirão de alerta em caso de postura incorrecta e sedentarismo, bem como a validação em contexto real do produto desenvolvido.
“O alerta para posturas inadequadas e longos períodos de inactividade traduz-se numa medida preventiva contra lesões músculo-esqueléticas. Este feedback permitirá aos utilizadores melhorar a sua postura e aumentar a actividade durante o dia de trabalho, promovendo um estilo de vida mais saudável”, refere Ana Guerra, responsável pelo projecto no INEGI.
Adicionalmente, ressalva Ana Guerra, esta inovação poderá ter impacto na redução do absentismo e no aumento da produtividade. Até então, no campo da saúde ocupacional, ergonomia e segurança no trabalho, existem apenas soluções tradicionais para o bem-estar dos trabalhadores, mas que não fornecem feedback em tempo real sobre a postura e o nível de sedentarismo.
“O desenvolvimento de produtos, como uma cadeira de escritório sensorizada, demonstra a aplicação prática de tecnologias de sensores e IoT, promovendo a inovação contínua e a criação de novos produtos no mercado. Este produto terá um impacto direto na saúde ocupacional e naqualidade de vida dos trabalhadores”, afirma Ana Guerra.
No projeto, além do INEGI, participam o Sensing Future, CeNTI, Everythink e Plux. O trabalho do consórcio insere-se na agenda HfPt – Health from Portugal, que abrange um consórcio de 87 parceiros e é co-financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelos fundos europeus NextGeneration EU, através do Sistema de Incentivos “Agendas para a Inovação Empresarial”.
Foto: Inegi









