O relatório State of Physical Security 2026 da Genetec analisa como a inovação tecnológica e a colaboração estratégica estão a redefinir o sector da segurança física a nível global. Baseado num inquérito a mais de 7.000 profissionais, o documento destaca a transição de sistemas isolados para plataformas unificadas que integram inteligência artificial, computação em nuvem e cibersegurança.
A análise revela que a segurança deixou de ser apenas um centro de custos para se tornar uma função estratégica que gera valor operacional e conhecimentos de negócio fundamentais. O estudo enfatiza a importância da convergência entre as equipas de segurança e TI para enfrentar riscos digitais e infraestruturas complexas.
Adicionalmente, o relatório explora os desafios futuros, incluindo incertezas económicas e a necessidade de mão de obra especializada para gerir tecnologias emergentes. Em suma, as fontes apontam para um futuro onde a automação e a resiliência são os pilares do sucesso organizacional.
A inovação tecnológica acelerada está a redefinir o futuro da segurança física. O que antes era visto apenas como uma ferramenta de protecção de activos evoluiu para uma função empresarial crítica que apoia a continuidade do negócio e a inovação.
- A Segurança como Função Estratégica e Unificada
A tendência actual afasta-se de sistemas isolados em direcção a soluções unificadas ou integradas, adoptadas por mais de 60% dos profissionais. O principal motivador para a substituição de tecnologias legadas é a necessidade de integração com novas ferramentas e o acesso a capacidades avançadas, como a monitorização remota e investigações potenciadas por Inteligência Artificial (IA). - A Ascensão da Inteligência Artificial e Analítica
O interesse na adopção de IA duplicou entre os utilizadores finais. O foco mudou de apenas “detectar” para o “processamento de sentido” (sense-making), onde a IA ajuda a:
- Automatizar tarefas repetitivas e reduzir alarmes falsos.
- Acelerar investigações e a resposta a incidentes.
- Gerar transcrições e relatórios automáticos.
Contudo, existe cautela: cerca de 70% dos utilizadores finais expressam preocupações sobre como os dados de IA serão utilizados e a falta de compreensão técnica da ferramenta.
- O Domínio da Nuvem Híbrida
A adopção da nuvem (cloud) continua a ganhar força, mas as organizações estão a estabelecer-se em modelos híbridos. Esta abordagem permite equilibrar a escalabilidade da nuvem com a flexibilidade de manter cargas de trabalho críticas em infraestruturas locais (on-premises), garantindo que as funções vitais operem mesmo em caso de interrupção da ligação. Os principais benefícios citados incluem actualizações automáticas de sistema e maior facilidade de implementação. - A Convergência entre Segurança Física e TI
A fronteira entre ameaças digitais e físicas está a desaparecer, tornando a colaboração entre as equipas de TI e de segurança física essencial. Os departamentos de TI têm agora um papel preponderante nas decisões de compra de segurança física, trazendo uma maior ênfase na cibersegurança e na infraestrutura de rede partilhada. - Desafios de Talento e Dinâmicas de Mercado
O sector enfrenta uma escassez global de profissionais técnicos qualificados, o que tem causado atrasos em projectos. Para mitigar esta situação, as empresas estão a investir em:
- Programas de requalificação e formação contínua.
- Automação de fluxos de trabalho para aumentar a eficiência sem necessariamente aumentar o número de funcionários.
- Recrutamento de perfis provenientes das áreas de TI e gestão de sistemas.
Conclusão: Parcerias de Valor e Visão de Futuro
O mercado está a transitar de uma relação de “fornecedor” para uma de “parceiro de valor”. Os utilizadores finais procuram agora estabilidade a longo prazo, arquiteturas abertas e parceiros que demonstrem responsabilidade na inovação. O futuro da segurança física pertence às organizações que utilizarem a tecnologia não apenas por si só, mas para criar sistemas mais inteligentes, conectados e resilientes.
- A Convergência entre Segurança Física e TI
A fronteira entre ameaças digitais e físicas está a desaparecer, tornando a colaboração entre as equipas de TI e de segurança física essencial. Os departamentos de TI têm agora um papel preponderante nas decisões de compra de segurança física, trazendo uma maior ênfase na cibersegurança e na infraestrutura de rede partilhada. - Desafios de Talento e Dinâmicas de Mercado
O sector enfrenta uma escassez global de profissionais técnicos qualificados, o que tem causado atrasos em projectos. Para mitigar esta situação, as empresas estão a investir em:
- Programas de requalificação e formação contínua.
- Automação de fluxos de trabalho para aumentar a eficiência sem necessariamente aumentar o número de funcionários.
- Recrutamento de perfis provenientes das áreas de TI e gestão de sistemas.
Conclusão: Parcerias de Valor e Visão de Futuro
O mercado está a transitar de uma relação de “fornecedor” para uma de “parceiro de valor”. Os utilizadores finais procuram agora estabilidade a longo prazo, arquitecturas abertas e parceiros que demonstrem responsabilidade na inovação. O futuro da segurança física pertence às organizações que utilizarem a tecnologia não apenas por si só, mas para criar sistemas mais inteligentes, conectados e resilientes.









