Por Gonçalo Figueiredo – Especialista em Safety, Security e Inovação | Diretor de Segurança
O bullying é hoje reconhecido como um fenómeno global com impacto direto na segurança e no bem-estar em contexto escolar. Dados da UNESCO indicam que cerca de um em cada três alunos é vítima de bullying, o que evidencia a sua dimensão e reforça a necessidade de uma abordagem integrada. Mais do que um problema social ou pedagógico, o bullying deve também ser entendido como uma questão de segurança, aumentando o sentimento de insegurança.
Em Portugal, o enquadramento legal tem vindo a reforçar a necessidade de implementação de sistemas de segurança em estabelecimentos de ensino, mesmo com algumas limitações impostas. Estes sistemas, quando devidamente implementados e em conformidade com as normas de proteção de dados, assumem um papel relevante na prevenção e na investigação de incidentes.
A presença de vigilantes de segurança privada, com formação específica para atuar em contexto educativo e integrados numa categoria profissional ajustada, constitui igualmente um fator diferenciador. Para além da função dissuasora, estes profissionais podem contribuir para a identificação precoce de comportamentos desviantes e para a gestão imediata de situações de risco, em articulação com a comunidade educativa.
Simultaneamente, os sistemas de segurança baseados em inteligência artificial potenciam a eficácia da vigilância, permitindo a deteção de padrões anómalos e a monitorização inteligente dos espaços. Estas tecnologias não substituem o fator humano, mas reforçam a capacidade preventiva e de resposta.
Importa ainda destacar o papel da formação e da informação. A capacitação contínua de profissionais e a sensibilização dos alunos são essenciais para a construção de uma cultura de segurança e respeito.
Assim, num fenómeno em crescimento, a segurança privada e os sistemas tecnológicos podem acrescentar valor ao integrar prevenção, proteção e intervenção, contribuindo para ambientes educativos mais seguros e resilientes.









