A Associação dos Transitários de Portugal (APAT) considera que o sector logístico internacional entrou num novo paradigma marcado pela gestão permanente do risco geopolítico, na sequência das recentes tensões no Estreito de Ormuz e dos impactos acumulados de sucessivas disrupções globais.
Num artigo de análise, a associação compara o bloqueio acidental do Canal do Suez, em 2021, com o actual contexto geopolítico envolvendo o Irão e os Estados Unidos, defendendo que, ao contrário da crise temporária vivida há cinco anos, o cenário actual representa uma “crise sistémica” sem horizonte claro de resolução.
Segundo a APAT, os transitários deixaram de actuar apenas como gestores operacionais da cadeia logística para assumirem um papel crescente na gestão do risco geopolítico, obrigados a trabalhar com maior resiliência, redundância, flexibilidade contratual e visibilidade em tempo real sobre fluxos logísticos internacionais.









