Cibersegurança e InfoSec

Ciberataque afecta oito armazéns da CEVA Logistics na Europa e provoca atrasos nas entregas

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A CEVA Logistics, um dos maiores operadores logísticos mundiais, foi alvo de um ciberataque que afectou parte das suas operações de logística contratual na Europa, provocando a interrupção de actividade em oito armazéns e atrasos nas entregas de vários clientes. O incidente, que começou a 29 de Julho.

A CEVA confirmou que a intrusão afectou apenas parte das suas operações europeias de logística contratual. Segundo a empresa, o impacto operacional está limitado aos oito armazéns afectados, não tendo sido identificados impactos nos restantes sistemas da CEVA a nível mundial.

O ataque teve consequências directas para várias empresas que utilizam a CEVA para armazenagem e distribuição. Entre as organizações afectadas encontram-se empresas de retalho, uma instituição financeira, um clube de futebol e uma plataforma de comércio de hardware tecnológico.

Além da perturbação das operações logísticas, o incidente terá permitido o acesso a informação relacionada com encomendas e entregas. Entre os dados potencialmente comprometidos estão nomes, moradas, números de telefone e endereços de correio electrónico, de acordo com informações comunicadas por algumas das empresas afectadas aos seus clientes.

A Valve, por exemplo, informou clientes europeus que utilizam a CEVA para a distribuição de hardware da Steam de que determinados dados associados às encomendas poderiam ter sido comprometidos. A informação incluía dados de contacto e detalhes relativos aos produtos adquiridos.

Os dados de pagamento e as credenciais das contas Steam não foram identificados como comprometidos no âmbito da informação divulgada pela Valve.

Impacto na cadeia de abastecimento

O incidente demonstra como um ataque dirigido a um fornecedor de serviços logísticos pode rapidamente ultrapassar os limites da organização directamente afectada.

A CEVA presta serviços de armazenagem e distribuição a múltiplas empresas, pelo que a interrupção dos seus sistemas teve impacto em diferentes sectores e em vários pontos da cadeia de abastecimento. Alguns clientes registaram atrasos ou possíveis cancelamentos de encomendas devido à impossibilidade de expedir mercadorias armazenadas nas instalações afectadas.

A empresa activou os seus protocolos internos de segurança e iniciou uma investigação ao incidente, estando também a colaborar com as autoridades. Alguns serviços e aplicações afectados já foram restaurados.

Até ao momento, a CEVA não divulgou publicamente detalhes técnicos sobre a forma como os atacantes conseguiram entrar nos seus sistemas, nem identificou o responsável pelo ataque. Também não foi divulgada qualquer informação sobre um eventual pedido de resgate.

O caso evidencia, assim, os riscos associados à dependência de operadores logísticos e outros fornecedores críticos, sobretudo quando estes concentram informação de clientes e asseguram operações essenciais para várias empresas em simultâneo.

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