A NOS Security Technology, S.A. está a liderar o projecto HORUS – Holistic Operations for Resilient and Unified Security, uma iniciativa apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que pretende desenvolver soluções tecnológicas para reforçar a capacidade de resposta nacional a ameaças híbridas nos domínios da defesa, segurança e protecção de infra-estruturas críticas.
Com um investimento total de 3,68 milhões de euros, o projecto prevê o desenvolvimento de soluções integradas e interoperáveis destinadas a contextos operacionais, abrangendo tecnologias como 5G, defesa contra drones, gémeos digitais, inteligência visual e e-Health.
O projecto teve início a 1 de Junho de 2026 e tem conclusão prevista para 31 de Maio de 2028. Enquadra-se na dimensão Resiliência, na componente Investimento e Inovação, e no investimento dedicado à Inovação Empresarial.
Quatro eixos estratégicos
O HORUS está estruturado em torno de quatro eixos estratégicos e prevê o desenvolvimento de seis produtos e serviços inovadores.
A iniciativa procura combinar diferentes tecnologias para responder a desafios associados à segurança e à resiliência das infra-estruturas e operações críticas.
Entre as áreas tecnológicas abrangidas encontra-se o network slicing 5G, que permite criar redes virtuais com características específicas dentro de uma mesma infraestrutura física, podendo ser utilizado em cenários que exigem diferentes níveis de desempenho, disponibilidade e segurança.
O projecto inclui também soluções de drone defense, destinadas a responder à crescente utilização de sistemas aéreos não tripulados e às ameaças que estes podem representar em determinados contextos operacionais.
Gémeos digitais e inteligência visual
Outra das áreas previstas é a utilização de digital twins (gémeos digitais), permitindo criar representações digitais de sistemas ou infra-estruturas físicas para apoiar a monitorização, análise e tomada de decisão.
A visual intelligence constitui igualmente uma das vertentes do HORUS, recorrendo a tecnologias avançadas de análise de informação visual para apoiar a identificação e interpretação de situações relevantes para a segurança.
O projecto contempla ainda aplicações na área do e-Health, alargando o âmbito das soluções desenvolvidas a contextos relacionados com a saúde e a prestação de serviços essenciais.
Resposta a ameaças híbridas
Segundo a descrição do projecto, o HORUS pretende contribuir para reforçar a resiliência nacional perante ameaças híbridas, através do desenvolvimento de soluções robustas, seguras e interoperáveis.
A iniciativa procura colocar estas tecnologias em condições de serem adoptadas em contextos operacionais, reduzindo a distância entre a investigação e desenvolvimento e a aplicação prática das soluções.
A abordagem está alinhada com prioridades identificadas pela NATO e pela União Europeia nos domínios da defesa, segurança e resiliência das infra-estruturas críticas.
Reforçar a soberania tecnológica
Um dos impactos esperados do projecto é o reforço da soberania tecnológica nacional, através do desenvolvimento em Portugal de capacidades aplicadas a áreas consideradas estratégicas.
A combinação de tecnologias de comunicações, inteligência artificial, sistemas autónomos, análise de informação e modelos digitais pretende criar uma arquitectura integrada para responder a diferentes cenários de segurança.
De acordo com a informação do projecto, esta aposta deverá também posicionar a NOS Security Technology como um parceiro tecnológico de referência nos sectores da defesa e segurança.
3,68 milhões de euros de financiamento
O HORUS representa um investimento de 3,68 milhões de euros, integralmente assegurado através de financiamento não reembolsável do PRR. Segundo os dados disponibilizados no portal da Transparência, 1,1 milhões de euros já foram pagos.
A NOS Security Technology, S.A. surge como beneficiária do projecto, enquanto o Banco Português de Fomento, S.A. é identificado como beneficiário intermediário.
Com o código de operação 02/C05-i14.01/2025.P28314, o projecto integra o investimento em Inovação Empresarial e pretende desenvolver novas capacidades tecnológicas nacionais para responder aos desafios de segurança, defesa e protecção de infra-estruturas críticas.









