O Exército Português avançou com um projecto destinado a reforçar a segurança das unidades militares através da utilização de tecnologia 5G, sensores, videovigilância, drones e veículos não tripulados, integrados numa arquitectura capaz de analisar informação em tempo real.
Designado “Segurança de Unidades Militares com o 5G”, o projecto pretende criar uma solução tecnológica que permita interligar diferentes dispositivos utilizados na segurança física de uma unidade militar, recorrendo às capacidades de conectividade proporcionadas pelas redes 5G.
A iniciativa prevê a integração de sensores, câmaras, drones e veículos não tripulados numa mesma rede, permitindo recolher e transmitir informação de diferentes fontes. Os dados poderão posteriormente ser processados através de algoritmos de aprendizagem automática, com o objectivo de identificar possíveis ameaças em tempo real.
A combinação destas tecnologias permite uma abordagem mais integrada à segurança das instalações. Em vez de os diferentes equipamentos funcionarem de forma isolada, o projecto procura criar uma infraestrutura capaz de agregar informação proveniente de múltiplos dispositivos e apoiar a detecção de situações anómalas ou potencialmente ameaçadoras.
Um dos elementos centrais da solução é a utilização de algoritmos de aprendizagem automática (machine learning) para analisar a informação recolhida pelos vários dispositivos.
A análise em tempo real poderá contribuir para identificar padrões ou ocorrências que justifiquem a atenção dos operadores, aumentando a capacidade de resposta perante potenciais ameaças. A utilização combinada de câmaras, sensores e plataformas não tripuladas permite também ampliar a área de observação e recolher informação de diferentes pontos da unidade.
Os drones e veículos não tripulados assumem, neste contexto, um papel complementar aos sistemas tradicionais de segurança física. Estes equipamentos podem disponibilizar informação sobre zonas específicas e apoiar a vigilância de áreas que, por diferentes razões, sejam mais difíceis de monitorizar directamente.
Outro aspecto relevante é a integração da nova solução com a infraestrutura de segurança física já existente no Exército. O projecto não parte, portanto, da substituição integral dos sistemas actualmente utilizados, mas procura acrescentar novas capacidades tecnológicas e criar uma maior integração entre os diferentes elementos.
A utilização de 5G constitui a base de conectividade para esta abordagem, permitindo a comunicação entre um conjunto diversificado de equipamentos e suportando a transmissão de grandes volumes de informação necessários à videovigilância e à análise em tempo real.
O projecto enquadrou-se no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), na dimensão Transição Digital, através da componente Administração pública digital e do investimento destinado à reformulação dos serviços públicos e consulares.
Com início em 15 de Outubro de 2024 e conclusão prevista para 16 de Junho de 2026, a iniciativa teve como beneficiário o Estado-Maior do Exército, com a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado como beneficiário intermediário.
O projecto contou com um financiamento não reembolsável de 148 mil euros, dos quais 138,75 mil euros tinham sido pagos, de acordo com os dados disponibilizados no portal da Transparência.









