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Microsegur: “A segurança caminha para uma automatização inteligente”

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Numa altura em que a segurança electrónica assume um papel cada vez mais estratégico para organizações, infra-estruturas críticas e sectores de elevada complexidade, a Microsegur destaca-se como uma das empresas nacionais que têm contribuído para a evolução tecnológica do sector. Fundada em 1997 e hoje reconhecida pela sua experiência em engenharia, integração de sistemas e implementação de soluções avançadas, a empresa tem consolidado presença em Portugal, África e Médio Oriente. Nesta entrevista, Arménio Santos, CEO da Microsegur, partilha a visão que guiou o nascimento da empresa, explica como se estruturou o seu crescimento ao longo de quase três décadas e revela os caminhos de inovação, internacionalização e tecnologia que estão a moldar o futuro da segurança. Com respostas que reflectem experiência, estratégia e conhecimento profundo do mercado, oferece uma perspectiva única sobre os desafios e oportunidades que hoje definem o sector.

Security Magazine – Como começou a Microsegur e o que o levou a apostar nesta área?
Arménio Santos – A Microsegur nasceu da convicção de que a segurança electrónica seria um pilar essencial para o futuro das organizações e das infraestruturas críticas. Desde 1997 acreditamos na integração da tecnologia como meio de garantir protecção inteligente e eficiência operacional. A nossa visão sempre foi clara: criar uma empresa capaz de unir inovação, engenharia e fiabilidade ao serviço da segurança das pessoas e dos activos.

Como descreveria a trajectória de crescimento da Microsegur ao longo dos anos?
Crescemos de forma sustentada, apoiados em relações de confiança e na capacidade de antecipar as necessidades do mercado — em especial no sector do Homeland Security, com destaque para o cliente ANA Aeroportos, determinante na nossa consolidação como referência nacional. Ao longo dos anos diversificámos áreas de actuação e reforçámos a presença em sectores de elevada exigência tecnológica, como as forças de segurança, a banca e a energia. Hoje somos uma empresa sólida, com uma equipa experiente e multidisciplinar que reflecte um crescimento equilibrado entre dimensão, competência e reputação.

Como está actualmente estruturada a liderança da Microsegur?
A liderança da Microsegur assenta num modelo cada vez mais colaborativo e menos hierárquico, que valoriza a experiência, o conhecimento técnico e o pensamento estratégico. Dispomos de uma direcção executiva coesa, composta por responsáveis das áreas de engenharia, técnica, comercial e marketing, financeira e operações, que trabalham de forma integrada. Este modelo garante decisões ágeis, consistentes e alinhadas com a nossa visão de longo prazo.

Como evoluiu essa estrutura de liderança ao longo do tempo?
Com o crescimento da empresa, evoluímos naturalmente para uma gestão mais orientada a processos e baseada em competências. Passámos de uma liderança centralizada para uma estrutura de responsabilidade partilhada, que promove autonomia e inovação. Apostamos também na ligação à academia, acolhendo estágios curriculares e profissionais em engenharia, marketing e tecnologia. Essa relação com o meio universitário tem sido essencial para atrair talento e incorporar novas ideias.

Que factores têm impulsionado a vossa expansão internacional?
A internacionalização é uma extensão natural da nossa estratégia. Angola foi a primeira grande aposta e continua a ser um mercado estratégico. Hoje, vemos África e o Médio Oriente como regiões com enorme potencial no desenvolvimento de novas infraestruturas e forte valorização da engenharia e da integração tecnológica. A proximidade cultural com os PALOP, a confiança de clientes internacionais e a procura por soluções fiáveis têm sido fundamentais para este percurso.

Além de Portugal, onde a Microsegur está actualmente presente?
Temos presença directa em Portugal e Angola, os nossos mercados estratégicos. Mantemos também parcerias locais em outros países europeus e africanos, que nos permitem actuar com proximidade, agilidade e conhecimento do terreno. Esta rede internacional assegura que o padrão de qualidade e rigor da Microsegur é mantido em qualquer geografia.

Existem planos de expansão para novos mercados?
Sim. Estamos atentos a novas oportunidades, sobretudo em regiões com forte investimento em infraestruturas críticas e segurança urbana. O Médio Oriente, em particular, representa uma aposta consolidada, com projectos já em curso e uma joint venture estratégica com o Grupo Albatan. A nossa prioridade é crescer com base em parcerias sólidas e em projectos de referência que reforcem o reconhecimento da marca Microsegur a nível internacional.

Que tecnologias considera estratégicas para o futuro da segurança em Portugal?
A Inteligência Artificial, a análise preditiva e a integração entre segurança física e cibernética são, sem dúvida, os eixos centrais do futuro. A capacidade de interligar sensores, vídeo, controlo de acessos e plataformas de gestão unificada redefine completamente o sector. A segurança caminha para uma automatização inteligente, a robotização, onde a interoperabilidade e a tomada de decisão em tempo real serão determinantes.

Que papel desempenha a Microsegur na protecção de infraestruturas críticas?
A Microsegur é hoje um parceiro tecnológico de referência em projectos de elevada complexidade. Desenvolvemos soluções personalizadas que garantem resiliência, redundância e continuidade operacional, assegurando que as infraestruturas críticas mantêm os seus níveis de serviço, mesmo perante eventos disruptivos. O nosso foco é sempre o mesmo: proteger o que é estratégico para as organizações e para o país.

Quais são actualmente as principais apostas tecnológicas da empresa?
Estamos a investir em soluções integradas que combinam vigilância inteligente, automação e análise de vídeo com IA. Destacamos também as plataformas de monitorização centralizadas e os sistemas de segurança perimetral de última geração. Acreditamos que a gestão unificada de safety e security é o caminho natural para garantir respostas completas e escaláveis face às novas ameaças.

Em que sectores a Microsegur tem registado maior procura?
Temos forte presença nos sectores da energia, transportes, infra-estruturas críticas e indústria. Nos últimos anos, assistimos também a um crescimento na área corporativa e na segurança de edifícios de serviços. O mercado reconhece a Microsegur pela fiabilidade das suas soluções em ambientes de missão crítica e pela capacidade de oferecer engenharia de valor acrescentado.

O sector da segurança enfrenta hoje um contexto global volátil. Como avalia este cenário?
Vivemos um tempo em que a segurança passou a ser um elemento central da estratégia das organizações. Conflitos, ciberataques e disrupções tecnológicas exigem uma abordagem preventiva e integrada. As empresas que percebem esta nova realidade estão a investir em resiliência, combinando tecnologia, inteligência e capacidade de resposta em tempo real.

Quais são, na sua opinião, as ameaças mais preocupantes neste momento?
As fronteiras entre o mundo físico e o digital estão a desaparecer, criando novos vectores de vulnerabilidade. O cibercrime, a sabotagem digital e os ataques híbridos são, hoje, as ameaças mais sérias.
Em Portugal, a crescente interligação das infraestruturas críticas obriga a reforçar a cibersegurança e a monitorização integrada, áreas onde a Microsegur tem vindo a investir significativamente.

Qual é a ambição da Microsegur para os próximos anos?
Queremos continuar a crescer de forma sustentável, reforçando a nossa posição como líder em integração tecnológica e engenharia de segurança. O objectivo é consolidar o papel da Microsegur em Portugal, África e Médio Oriente como referência na protecção de infraestruturas e ambientes complexos. Acima de tudo, queremos continuar a inovar, antecipando o futuro da segurança com a mesma visão que nos tem guiado desde o primeiro dia.

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