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Assalto a armazém de empresa asiática de comércio electrónico em Paris está a ser investigado pelas autoridades francesas

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As autoridades francesas continuam a investigar o assalto a um armazém de uma gigante chinesa de comércio electrónico, ocorrido na noite de 21 para 22 de Dezembro em Dugny, na região de Seine-Saint-Denis, nos arredores de Paris. A operação envolveu um grupo criminoso organizado, que desactivou o sistema de videovigilância e entrou pelo armazém forçando a entrada, aproveitando-se do alarme inoperante.

Segundo fontes da investigação e relatos da imprensa francesa, os ladrões levaram cerca de 30 paletes com mais de 50 mil dispositivos electrónicos, incluindo smartphones, tablets, computadores portáteis e auscultadores, avaliados em cerca de 44 milhões de dólares, embora a empresa tenha contestado a estimativa sem fornecer um valor alternativo. A investigação sugere que houve envolvimento interno, já que os criminosos conseguiram manipular etiquetas electrónicas e aceder ao sistema de gestão de armazém usando passwords roubadas, simulando envios legítimos e atrasando a descoberta do crime.

Um relatório da ARC Advisory Group detalha a sofisticação do assalto:

  • Desconexão da rede eléctrica externa e uso de bloqueadores electromagnéticos para neutralizar alarmes;
  • Danos às câmaras de vigilância e remoção de discos rígidos de servidores para apagar evidências;
  • Evacuação dos bens em três lotes com veículos de matrícula falsificada;
  • Operação concluída em apenas três horas.

A empresa afirmou que o armazém retomou a operação normal alguns dias após o incidente e activou rapidamente um plano global de emergência, repondo 90% da capacidade de processamento de encomendas em 72 horas com envio aéreo de stock através de Paris, Liège e Frankfurt. A empresa também bloqueou os códigos IMEI dos dispositivos roubados em cooperação com operadores de telecomunicações europeus, limitando a circulação dos equipamentos.

Para reforçar a segurança, a empresa implementou câmaras de vigilância actualizadas, sistemas de controlo de acesso biométrico e etiquetas RFID criptografadas de 128 bits, além de protocolos que incluem:

  • sistemas de bloqueio que exigem duas pessoas para controlar o acesso;
  • rotações de turno aleatórias;
  • autorizações hierárquicas para armazéns de alto valor;
  • inspecções diárias de inventário;
  • armazenamento redundante de bens de elevado valor em duas instalações separadas.

A empresa destacou que estas medidas de segurança definem um novo padrão para armazéns de comércio electrónico na Europa, ao adoptar uma postura de defesa proactiva. Paralelamente, tem colaborado com a polícia francesa na recolha de provas, aumentado a cobertura de seguro contra roubo e implementado auditorias legais e de segurança transfronteiriças.

As autoridades continuam a investigação, mas até ao momento não foram divulgadas detenções relacionadas com o caso.

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