O relatório anual do International Maritime Bureau revela um crescimento global da pirataria e do assalto armado durante o ano de 2025. O documento destaca que o Estreito de Singapura se tornou o principal ponto crítico, concentrando a maioria das ocorrências e registando um uso mais frequente de armas de fogo.
Embora o número de reféns tenha diminuído, houve um aumento preocupante nos casos de sequestro e violência contra tripulações, especialmente no Golfo da Guiné. Em contrapartida, a presença constante de forças navais conseguiu conter a ameaça na costa da Somália e reduzir os incidentes no arquipélago indonésio.
A organização sublinha que a cooperação internacional e a comunicação imediata de ataques são fundamentais para garantir a segurança das rotas comerciais e das cadeias de abastecimento. No geral, os dados reforçam a necessidade de vigilância contínua para proteger os trabalhadores marítimos contra o banditismo oportunista.
Em 2025, a pirataria marítima e o assalto à mão armada registaram um aumento global, com um total de 137 incidentes reportados, face aos 116 ocorridos em 2024. Embora a maioria dos casos tenha sido classificada como de baixo nível, houve um crescimento na violência e no uso de armas de fogo.
As principais tendências observadas em 2025 incluem:
Domínio do Estreito de Singapura: Esta região registou o maior número de incidentes a nível mundial, com 80 casos, o que representa 58% do total global. Nota-se uma tendência preocupante de aumento no uso de armas de fogo nesta zona (27 incidentes em 2025 contra 8 em 2024), embora os números tenham baixado no segundo semestre após a intervenção da Polícia Marítima Indonésia.
Contenção na Somália: A pirataria na costa da Somália permanece controlada devido à presença naval sustentada e à adoção de práticas de gestão rigorosas pelas tripulações. Contudo, dois incidentes em novembro de 2025, ocorridos longe da costa, demonstraram que os grupos de piratas somali ainda mantêm capacidade operacional a longa distância.
Situação no Golfo da Guiné: A atividade manteve-se relativamente restrita, com 21 incidentes reportados. Apesar dos esforços das autoridades locais, a região continua a ser perigosa para as tripulações, sendo responsável pelo sequestro de 23 tripulantes em quatro incidentes distintos durante o ano.
Melhoria no Arquipélago Indonésio: Contrariando a tendência global, os incidentes nesta área diminuíram de 22 em 2024 para 12 em 2025.
Violência contra a Tripulação e Armamento: O número de tripulantes sequestrados subiu para 25 (comparado com 12 em 2024), embora o número de reféns tenha diminuído significativamente para 46 (em comparação com 126 no ano anterior). O uso de armas de fogo em ataques aumentou globalmente, sendo reportado em 42 incidentes, enquanto o uso de facas registou uma ligeira descida
O International Maritime Bureau (IMB) sublinha que a cooperação internacional e o relato atempado de incidentes continuam a ser fundamentais para garantir a segurança das rotas comerciais e a proteção dos marinheiros.









