A quarta edição da In Store – Conferência sobre Segurança no Retalho e Grande Consumo realiza-se em Lisboa, reunindo responsáveis de segurança, operações, supply chain, cibersegurança, segurança e saúde no trabalho e gestão de grandes marcas e forças de segurança para discutir os principais desafios que estão a transformar o sector.
Promovida pela Security Magazine, a conferência assume-se como um espaço de encontro entre profissionais que estão na linha da frente da protecção de lojas, armazéns, cadeias logísticas e operações de retalho, num contexto marcado pelo crescimento do furto organizado, pela digitalização das operações, pela ameaça de ransomware e por novos riscos para os trabalhadores.
Ao longo de um dia, a In Store 2026 irá colocar em discussão uma questão central: como proteger o negócio sem comprometer a operação e a experiência do cliente?
Da segurança física à resiliência das operações
A manhã será dedicada à segurança física, às operações e à resiliência. Depois do registo e welcome coffee, a abertura oficial, segue-se uma keynote dedicada ao custo da insegurança no retalho e ao papel estratégico da segurança nas operações.
O impacto económico dos furtos, das fraudes e dos ciberataques será um dos pontos de partida para uma discussão que pretende colocar a segurança no centro da estratégia empresarial e não apenas como uma função operacional.
Um dos momentos de maior actualidade será a mesa redonda “O novo perfil do furto organizado no retalho”. Representantes das forças e serviços de segurança e outras entidades irão discutir a evolução das redes criminosas, os novos métodos utilizados para atacar o retalho e a necessidade de reforçar a partilha de informação entre empresas e autoridades.
Quando a operação pára
A dimensão internacional estará também presente na In Store 2026, com uma keynote dedicada à protecção de operações globais num mundo em mudança.
A sessão irá abordar as ameaças que afectam cadeias logísticas internacionais, armazéns e centros de distribuição, bem como as consequências de uma eventual interrupção das operações.
A conferência irá depois olhar para um dos grandes desafios actuais do retalho: o que acontece quando uma operação deixa de funcionar?
Ataques de ransomware, tensões geopolíticas, falhas tecnológicas e vulnerabilidades nas cadeias de abastecimento podem provocar impactos que ultrapassam largamente o departamento de segurança. A resposta exige, por isso, uma abordagem integrada entre security, operações, supply chain, tecnologia e gestão de topo.
Pessoas, segurança e liderança
Durante a tarde, a agenda desloca-se para áreas como segurança e saúde no trabalho, cibersegurança e transformação do sector.
A liderança em ambientes críticos será outro dos temas em destaque, numa talk que procurará explorar a forma como se lideram equipas perante pressão, incerteza e situações de elevada exigência.
A segurança dos trabalhadores terá igualmente um espaço de destaque. A mesa redonda sobre SST no retalho moderno que colocará em discussão os riscos associados às operações modernas, desde a ergonomia e os acidentes de trabalho aos riscos psicossociais e às agressões físicas contra operadores.
NIS2, ransomware e responsabilidade das organizações
A transformação digital do retalho traz consigo novos desafios legais e tecnológicos. A In Store – Conferência sobre segurança no retalho e grande consumo 2026 dedicará, por isso, uma sessão ao “novo tabuleiro legal no retalho”, com especial atenção à Directiva NIS2.
A crescente dependência de sistemas digitais, lojas conectadas, armazéns automatizados e infra-estruturas tecnológicas torna o sector um alvo particularmente relevante para ciberataques.
A discussão irá abordar o impacto da NIS2, os ataques de ransomware dirigidos a pontos de venda e armazéns centrais, a responsabilidade das administrações e a importância da gestão de risco e de fornecedores.
Como será o retalho em 2030?
A conferência termina com uma reflexão sobre o futuro. “O futuro do retalho 2030 – Segurança invisível ou hipervigilância?” colocará frente a frente duas necessidades que nem sempre são fáceis de conciliar: proteger pessoas, activos e margem operacional e, simultaneamente, garantir uma experiência de compra simples, confortável e sem uma sensação permanente de vigilância.
A evolução para lojas cada vez mais autónomas, a utilização de tecnologia, a inteligência artificial e a necessidade de adoptar medidas de segurança mais discretas irão transformar a forma como consumidores e operadores encaram a segurança.
Um ponto de encontro para o sector
Mais do que uma conferência sobre equipamentos ou tecnologias de segurança, a In Store 2026 pretende criar um espaço de diálogo entre as diferentes áreas que hoje determinam a resiliência do retalho.
Segurança física, prevenção de perdas, cibersegurança, SST, supply chain, operações, gestão de risco e liderança são cada vez menos disciplinas isoladas. Num sector onde uma falha de segurança pode rapidamente transformar-se numa interrupção operacional, numa perda financeira ou num problema reputacional, a capacidade de antecipar riscos e responder de forma coordenada tornou-se uma vantagem competitiva.
Na sua quarta edição, a In Store reforça assim o seu posicionamento como um encontro profissional dedicado aos desafios concretos da segurança no retalho e grande consumo, juntando em Lisboa especialistas, decisores, autoridades e representantes de algumas das principais organizações do sector.
O programa inclui ainda momentos de networking, sessões patrocinadas e uma área de exposição, proporcionando aos participantes oportunidades para conhecer soluções, partilhar experiências e criar novas ligações profissionais.
A 4.ª edição da In Store será, assim, um espaço para discutir não apenas aquilo que está a acontecer hoje no retalho, mas sobretudo como preparar as organizações para os riscos e desafios que irão definir o sector nos próximos anos. Inscreva-se e garanta o seu lugar no site do evento em www.smconferencia.pt.









