Joana Barroso, Account Manager da KIWA Portugal, considera que a formação deve responder aos riscos e às necessidades concretas das organizações, ultrapassando o cumprimento das obrigações legais.
A KIWA defende que a formação em Segurança e Saúde no Trabalho deve ser encarada como uma componente da estratégia de prevenção das organizações e não apenas como uma resposta às obrigações legais. A empresa sublinha que, apesar do investimento contínuo em procedimentos, sistemas de gestão, tecnologia e mecanismos de controlo, a eficácia destas medidas depende também da forma como são compreendidas e aplicadas no terreno.
“Podemos ter procedimentos muito bem definidos, mas depois é preciso garantir que quem está no terreno sabe como os aplicar e percebe o risco que está a controlar. É aqui que a formação tem de fazer a diferença”, afirma Joana Barroso, Account Manager da KIWA Portugal.
Segundo a responsável, a formação deve ser ajustada à realidade de cada organização, às funções desempenhadas e aos riscos associados às diferentes actividades. A avaliação de riscos, a entrada de novos equipamentos, alterações nos processos de trabalho, incidentes e quase-acidentes ou mudanças regulamentares podem, neste contexto, revelar necessidades específicas de actualização de conhecimentos e competências.
A KIWA considera também que trabalhadores e chefias devem participar na identificação dessas necessidades. “Quando analisamos uma necessidade com uma empresa, mais do que perceber que curso pretende realizar, interessa-nos perceber o que está na origem dessa necessidade e o que é preciso que aquelas pessoas saibam fazer no final. A resposta nem sempre é fazer mais formação; muitas vezes é fazer uma formação mais ajustada”, explica Joana Barroso.
A empresa chama ainda a atenção para a importância de avaliar o impacto da formação depois de terminada a acção. A repetição de erros ou comportamentos de risco, a aplicação dos procedimentos e as mudanças observadas na execução das tarefas podem ajudar a perceber se os conhecimentos adquiridos estão efectivamente a ser transferidos para o contexto de trabalho. A KIWA salienta, contudo, que nem todas as situações identificadas no terreno se resolvem através de formação, podendo ser necessário intervir nos equipamentos, processos, organização do trabalho ou supervisão.
A evolução tecnológica e a internacionalização das empresas estão igualmente a criar novas necessidades de qualificação. De acordo com a KIWA, tem existido uma procura crescente por formação especializada e por certificações reconhecidas internacionalmente, incluindo referenciais como VCA e qualificações NEBOSH. “Temos recebido cada vez mais pedidos deste género. Muitas vezes são empresas que precisam de preparar profissionais para integrar um projecto, responder a um requisito de um cliente ou trabalhar noutro mercado”, refere Joana Barroso.
Para a KIWA, a formação constitui assim uma das componentes de uma cultura de segurança sustentável, que deve ser articulada com a liderança, a avaliação e controlo dos riscos, os procedimentos, os equipamentos e a participação dos trabalhadores. Mais do que contabilizar acções realizadas ou horas de formação, a empresa defende que importa perceber o que mudou depois da formação e se o conhecimento adquirido se traduz efectivamente em decisões e práticas mais seguras no trabalho.









