Os novos órgãos sociais da Associação dos Directores de Segurança de Portugal (ADSP) para o triénio 2025/2028 tomaram posse na passada semana. A Security Magazine assistiu à sessão.
Durante a sessão, José Meneses, presidente da ADSP pelo segundo mandato, referiu que “a segurança anda na ordem do dia (…) vivemos um momento difícil no exercício da nossa profissão”. Além disso, sublinhou a importância da ADSP na sociedade na área da segurança privada e pública perante os desafios maiores que se apresentam. O responsável enalteceu, uma vez mais, o papel e importância dos directores de segurança, sendo esse o caminho a seguir pela ADSP. “A ADSP deve continuar a ser uma referência pelo seu legado, pelo trabalho que mantém e sobretudo pelo que poderá fazer no futuro”, disse.
Durante os próximo três anos garante que a ADSP ir ao encontro dos fins profissionais e sociais que estão nos estatutos da associação e que projectam, ao serviço da segurança e da cidadania, os seus profissionais como detentores de valências qualificadas em elevados proficientes, cuja intenção é promover a sua qualificação académica e técnica.
O responsável destacou que as recentes alterações legislativas não têm ido ao encontro das ambições da ADSP, referindo-se concretamente à aprovação do DL referente às resiliência das infra-estruturas críticas, o qual não faz qualquer referência à necessidade de experiência e qualificações do responsável por estas infra-estruturas, nomeadamente ao nível da segurança. O actual decreto lei faz referência à necessidade de um agente de ligação na entidade crítica, não referindo as suas competências profissionais, nomeadamente ao nível da segurança. ” Ao não ser exigida formação especifica para o desempenho de um cargo de tão elevada responsabilidade, e havendo a preocupação de retirar a palavra segurança associada ao agente de ligação, leva-nos a ficar um pouco cépticos em relação ao futuro, quer em relação à segurança dessas infra-estruturas, quer em relação à importância e/ou relevância que é dada aos directores de segurança”. Neste momento, “qualquer pessoa pode ser o elo de ligação para as áreas de segurança”, sublinhou.
Além disso, manifestou preocupação relativamente à não realização do Conselho de Segurança Privada desde 2021. A Security Magazine já questionou o departamento de comunicação da direcção nacional da PSP em Outubro de 2024, sobre a publicação do RASP não tendo obtido esclarecimentos sobre o tema.
Jara Franco destacou o trabalho desenvolvido pela ADSP ao longo dos anos. O responsável destacou que a associação nasceu em 2008 e a mudança significativa registada em 2011. “Este caminho não é fácil. O caminho destas associações são difíceis e exigem muito trabalho de quem abraça o associativismo”, disse.
Além de José Meneses (Makro Portugal), a direcção da ADSP conta com António Valente (Metropolitano de Lisboa) na vice-presidência, Paulo Martins (Makro, ICTS) como secretário-geral e Francisco Oliveira (UAL) como tesoureiro. Filipe Almeida (Rangel) é secretário e Sérgio Bugalho (TAP) e Lino Gonçalves (Springparty) são vogais. São suplentes Armando Martinho (Groundforce), Rui Santos (Carrinho-Angola), Marcos Alexandre (Corinthia), João Almeida (RTP), Marcelo Monteiro (Grupo Pestana), Manuel João (ICTS).
A Assembleia Geral conta com a presidência de Jara Franco (SICOR) e vice-presidência de Artur Cerejo (CP). A Assembleia Geral é integrada ainda por Silvestre Machado (Auchan Retail Portugal) e Álvaro Santos (Centro Hospitalar Lisboa Central).
Por fim, o Conselho Fiscal é presidido por Jorge Batalha (APDPO) e conta ainda com Joaquim Gomes (Piauhy Labs Portugal), Rui Pimenta (UAL), Rui Pereira (UAL), Fernando Lopes (Prosegur).









