Cibersegurança: “Muitas empresas não detectam nem rastreiam ataques”

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A cibersegurança industrial transformou-se entrou na agenda do board das empresas durante o último ano. Mas o que as procuram realmente as empresas? Quais são as suas prioridades, preocupações e desafios que enfrentam? Quais os factores externos e internos que estão a afetar a cibersegurança industrial? Que estratégias e medidas estão a ser implementadas, agora e no futuro? É a estas e outras questões que a Kaspersky procura responder no seu mais recente estudo anual “O estado da cibersegurança industrial 2018”.
Sem dúvida que à medida que a conectividade cresce em todo o mundo, a segurança torna-se num dos topicos mais importantes nas empresas. O estudo analisa precisamente o estado actual e os desenvolvimentos futuros em todo o mundo no que diz respeito à cibersegurança industrial, com base em entrevistas realizadas a 320 profissionais com poder de decisão em termos de cibersegurança e a 12 especialistas na matéria.
Em conclusão, mais de três quartos das empresas participantes afirmam que a cibersegurança é uma das suas principais prioridades. Ainda assim, o estudo realça que apesar de os entrevistados atribuirem especial importância a este tópico, já não é tão claro que estejam a implementar medidas rigorosas nesta matéria.
Mais de três quartos das empresas afirmam que é muito provável que se tornarão num alvo de ataque de segurança. Porém, apenas 23% estão em conformidade com aquilo que são as orientações e regulamentos governamentais no que toca à cibersegurança de sistemas de controlo industrial.
Um boa notícia é que a grande maioria das empresas entrevistadas está a aumenar o seu investimento em cibersegurança ou a manter os seus investimentos estáveis.
Mais de metade das empresas não teve nenhum incidente ou violação nos últimos 12 meses. Embora esta última conclusão pareça ser algo de positivo, a questão reside em saber se, de facto, essas mesmas empresas têm capacidade de identificar esses ataques. Muitas empresas não detectam nem rastreiam ataques. O estudo aponta também que, as empresas entrevistas já iniciaram a sua transformação digital, sendo que os ataques vão aumentar juntamente com a digitallização.
Para a maioria das empresas que sofreram ataques, estes tiveram um impacto negativo relevante no seu negócio. O estudo salienta que existem uma baixa mas crescente maturidade em termos de cibersegurança. A maturidade em cibersegurança “permanece baixa” mas “está a aumentar rapidamente, mesmo que seja limitada pela falta de colaboração”, diz.
Segundo o documento, a colaboração entre as equipas de TI e OT é fundamental, sendo a colaboração um factor crítico para a segurança cibernética.