Hospitais espanhóis detectam ciberataque em plena crise do coronavirus

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O Governo espanhol avisou que o virus informático Netwalker tem capacidade para quebrar todo o sistema informático dos hospitais e pede aos funcionários sanitários para aumentarem a sua precaução com o correio electrónico.

O virus infomático NetWalker ameaça os hospitais espanhóis. Trata-se de um ransomware – um tipo de ciberataque que bloqueia os sistemas informáticos da vítima e pede um resgate em troca da sua libertação – que teve como alvo os trabalhadores e organismos sanitários de Espanha.

O ciberataque foi detectado no domingo pelos organismos de cibersegurança e segundo explicaram as autoridades espanholas é um vírus muito perigoso e que se transmite por via de email. Neste sentido, foi pedido aos profissionais sanitários aumentarem a sua precaução no uso desta ferramenta.

Apesar de não ter começado a sua distribuição massiva, devido à situação de emergência em que nos encontramos, um ciberataque como este ransomware teria consequências devastadoras.

Ataques deste tipo podem paralisar os sistemas informáticos de um hospital assim que um dos funcionários abra determinado email enviado por um cibercriminoso e click no link enviado. Já este ano, em Janeiro, o sistema informático do Hospitald e Torrejón ficou completamente bloqueado, tendo levado cerca de duas semanas até à sua recuperação completa.

Recorde-se que também em Janeiro, o Japão registou um dos primeiros ciberataques graves que utilizava o actual alarme mundial como isco. Desde então, departamentos de cibersegurança das forças de segurança e do sector privado já documentaram centenas de ameaças que se aproveitam desta crise para fazer mais vítimas.

Desde a instalação da actual crise do novo coronavirus, também os hospitais da República Checa e Polónia reportaram casos de infecção por este ransomware.

No caso da República Checa, o país foi obrigado na passada semana a suspender acções contra o coronavirus e a deslocalizar os seus pacientes para uma estrutura alternativa depois de o Hospital Universitário de Brno, segundo maior do país usado como um dos principais centros de testes para infecções SARS-Cov-2, ter sido atacado. Os detalhes do ataque não são conhecidos, porém, teve uma intensidade suficiente para levar ao bloqueio da transferência de dados e informações clínicas de sistemas para uma base de dados central.

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