De acordo com o segundo relatório anual da Motorola Solutions sobre a segurança dos trabalhadores do sector retalhista nos EUA, a maioria dos trabalhadores americanos do sector retalhista (57%) afirma sentir-se insegura durante a época alta das compras de fim de ano. Esta situação é compreensível, uma vez que muitos dos mais de 1.000 gestores e funcionários do sector retalhista inquiridos afirmaram ter registado um aumento de várias formas de crime no último ano e mais de metade referiu preocupações com interacções hostis com os clientes e roubos nas lojas.
A empresa independente de estudos de mercado Researchscape realizou o inquérito nos EUA em Setembro de 2024 para avaliar as perspectivas dos trabalhadores do sector retalhista sobre medidas de segurança e protecção no local de trabalho.
Os resultados mostram que as tecnologias de segurança – sistemas que podem detectar armas, trancar portas e permitir que os agentes de segurança das lojas vejam vídeos em tempo real dos incidentes – fazem com que as pessoas se sintam mais seguras no trabalho. Foram realizados inquéritos independentes semelhantes no Reino Unido, na Austrália e na Nova Zelândia, países que também registam elevadas taxas de criminalidade no comércio retalhista.
“À medida que nos aproximamos da época alta das compras, é evidente que o sector retalhista continua a debater-se com roubos e, por vezes, com crimes ainda mais violentos”, afirmou Sharon Hong, vice-presidente de Soluções para Ecossistemas da Motorola Solutions. “Os trabalhadores e gestores do sector retalhista inquiridos acreditam que a tecnologia pode desempenhar um papel importante na redução do problema, desde a dissuasão do roubo até à redução das interacções hostis com os clientes. A tecnologia também pode notificar simultaneamente toda a gente, incluindo o 112, de uma emergência, ligando rápida e eficazmente os necessitados àqueles que podem ajudar.”
Principais conclusões do relatório dos EUA:
A criminalidade no retalho está a aumentar: Muitos gestores de retalho e funcionários inquiridos afirmaram ter registado um aumento de várias formas de crime nas suas lojas no último ano. Os incidentes mais comuns relatados foram os pequenos furtos (66%), os assaltos (48%) e as interacções hostis com os clientes (46%). Um em cada dez afirmou também ter sofrido ataques físicos por parte de clientes.
A falta de pessoal nas férias está a causar preocupações de segurança: Mais de 65% dos trabalhadores do sector retalhista afirmaram que esperam ter falta de pessoal nesta época festiva, o que tem impacto na segurança com que se sentem quando vão às compras. Dois em cada três inquiridos (68%) que prevêem que as suas lojas terão falta de pessoal afirmaram não se sentirem seguros e 50% disseram estar preocupados com a segurança dos seus clientes.
Os retalhistas estão a fazer mais chamadas para os primeiros socorros: Mais de 20% dos inquiridos afirmaram que o pessoal de segurança pública, como a polícia, o INEM e os bombeiros, está a ser chamado às suas lojas pelo menos uma vez por semana, um aumento de 16% em relação a 2023. O pessoal de emergência é chamado às lojas 2-3 vezes por mês para 17% dos entrevistados.
As soluções tecnológicas podem aumentar a sensação de segurança: Os inquiridos apontaram os sistemas de controlo de acesso (35%), os leitores de matrículas (32%), os botões de pânico (32%) e as câmaras corporais (20%) como medidas que os fazem sentir mais seguros. Poucos trabalhadores do sector retalhista referiram ter essas medidas de segurança implementadas. Dos inquiridos, 12% afirmaram ter sistemas de controlo de acesso, 9% têm botões de pânico, 7% têm leitores de matrículas e 6% utilizam câmaras corporais.
As câmaras corporais são uma ferramenta de segurança emergente no comércio retalhista: Quase metade dos inquiridos afirmou que as câmaras corporais os ajudariam a sentir-se mais seguros, e a maioria afirmou que a tecnologia pode ajudar as lojas a compreender melhor os incidentes (66%) e a apoiar as investigações (66%). Além disso, 42% afirmaram que as câmaras corporais podem dissuadir comportamentos agressivos ou criminosos nas lojas.
“Vários estudos do sector mostraram que o crime no retalho está a evoluir – tornou-se mais organizado, coordenado e, sobretudo, mais violento”, afirmou Cory Lowe, Ph.D., director de investigação do Loss Prevention Research Council. “A violência é uma das principais preocupações de quase todos os líderes de prevenção de perdas com quem trabalhamos, e a natureza mutável do crime no retalho está a levá-los a procurar soluções inovadoras que possam ajudar a manter as pessoas seguras. A segurança é a coisa mais fundamental que qualquer empresa tem de proporcionar aos seus empregados e clientes – se não conseguirem manter as pessoas seguras, não conseguirão que voltem ao trabalho ou às compras.”









